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"O que não tem preço é a vida", diz Mujica sobre Fusca

7 nov 2014
19h51
atualizado às 20h04
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Presidenta Dilme Rousseff recebeu o presidente do Uruguai, José Mujica, no Palácio do Planalto, na tarde desta sexta-feira, 7 de novembro
Presidenta Dilme Rousseff recebeu o presidente do Uruguai, José Mujica, no Palácio do Planalto, na tarde desta sexta-feira, 7 de novembro
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

Questionado nesta sexta-feira sobre a oferta de US$ 1 milhão por seu Fusca, o presidente do Uruguai, José Mujica, disse nesta sexta-feira, em Brasília, que “os ferros têm preço, o que não tem preço é a vida”.  Depois de se reunir com a presidente Dilma Rousseff no Palácio do Planalto, o mandatário uruguaio pediu para os jornalistas não se preocuparem com seu carro de 1987.

Conhecido por manter um estilo de vida simples, Mujica recebeu a oferta de um xeque árabe disposto a pagar US$ 1 milhão por seu Volswagen. A proposta foi feita durante a cúpula G7+China, celebrada em meados do ano em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, segundo a revista Búsqueda. 

Em entrevistas anteriores, Mujica disse que poderia receber o dinheiro e doá-lo para um plano de moradias populares no Uruguai. O Fusca do presidente estaria avaliado em cerca de 70 mil pesos (R$ 7 mil reais). 

Porto no Uruguai
Na reunião com Dilma, Mujica discutiu a construção de um porto no Rio da Prata para atender países do Mercosul. Segundo ele, o rio está congestionado com embarcações. “Não pretende ser um porto uruguaio, mas um porto da região”, disse.

O mandatário uruguaio diz que os dois não discutiram o financiamento do porto, mas como a estrutura favorecerá o desenvolvimento do Brasil, Paraguai e Bolívia. Para ele, a vitória de Dilma fortalece a integração dos países e negou que a situação econômica brasileira preocupe a região.

“Estamos acostumados a ler jornais da América Latina que sempre preveem que tudo vai ser derrubado. Mas os jornais dizem isso e como podemos ganhar as eleições?”, questionou.

A presidente Dilma Rousseff exaltou a “relação muito forte” dos dois países e lembrou da integração energética entre Brasil e Uruguai. “Certamente a região é hoje um mercado que eu considero muito significativo e esse mercado temos de ajudar a expandir”, disse.

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Fonte: Terra
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