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Nova classe média brasileira é conservadora, diz Singer

26 mar 2011
15h49
atualizado às 15h53
Hermano Freitas
Direto de São Paulo

O cientista político André Singer afirmou na tarde deste sábado, em um seminário de conjuntura política do PT de São Paulo, que a classe média emergente no País tende a votar de forma conservadora. De acordo com ele, o vínculo com setores religiosos, notadamente as igrejas evangélicas, além do individualismo e da falta de politização pode fazer com que tal grupo se volte contra os partidos de esquerda nas urnas.

"É um setor que pode tender a um voto a favor de um discurso de corte de impostos para poder usufruir do que conquistou pelo trabalho", disse o cientista. De acordo com Singer, por ter sido incluída em extratos mais altos pelo trabalho, este setor da classe média "precisa ser disputado" com as ideologias reliogiosas individualistas. "Se o companheiro do telemarketing não for politizado, pode achar que o melhor para o País é abandonar os programas sociais e reduzir impostos", disse.

O cientista colocou a redução da jornada de trabalho e o imposto sobre grandes fortunas como forma de reforçar o discurso da luta de classes e disputar a nova classe média. Ele tomou cuidado para não "demonizar" as igrejas, mas frisou que a religião suplanta a discussão sobre luta de classes. "A religião evangélica coloca que você vai vencer na vida por meio do seu esforço ou da sua relação com Deus e a igreja, não pela luta de classes. Está diante de nós uma tarefa importante e este setor será disputado polliticamente", advertiu.

Fonte: Terra

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