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No Rio, Copacabana é palco da marcha contra corrupção

21 abr 2012
19h12
atualizado às 19h20
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Com o tradicional brado "O povo unido jamais será vencido", um grupo formado principalmente por jovens liderou a marcha contra a corrupção pela praia de Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro. Com apitos, nariz de palhaço, cartazes e faixas, os manifestantes pediram a moralização da política e o fim dos desvios de dinheiro público.

Com o rosto pintado nas cores da bandeira do Brasil, jovem participa de protesto contra a corrupção em Brasília. Para marcar o Dia do Basta, os organizadores do evento marcaram manifestações em 42 cidades do País para pedir o fim da corrupção
Com o rosto pintado nas cores da bandeira do Brasil, jovem participa de protesto contra a corrupção em Brasília. Para marcar o Dia do Basta, os organizadores do evento marcaram manifestações em 42 cidades do País para pedir o fim da corrupção
Foto: AP

Eric Chendo, um dos organizadores do movimento, disse que entre as principais reivindicações dos manifestantes estão o fim do voto secreto no Congresso Nacional e a tipificação da corrupção como crime hediondo. "O povo está cansado da corrupção, temos que dizer um basta. Esse é um pequeno passo para a gente se mobilizar e filtrar nossos políticos. A ficha limpa foi um começo, mas ainda temos muito a fazer", disse ele, que se mostrou satisfeito com a adesão dos cariocas à marcha, mesmo em um feriado e com tempo nublado.

Segurando um espanador, a dona de casa Sônia Novaes, 45 anos, disse que decidiu se juntar à passeata por estar cansada de ver "tanta roubalheira" e impunidade. "É preciso limpar o Brasil, porque a corrupção está demais. Chega de roubo, é uma vergonha. A justiça para os políticos é sempre diferente do que é para o resto da população".

A estudante Taiane Caroline, 21 anos, que pintou o rosto de verde e amarelo, acreditar no poder de mobilização dos jovens. "A gente vê que os políticos só pensam em gastar o dinheiro do povo. A gente paga os impostos e não vê as soluções acontecerem. Nós, os jovens, temos que nos mobilizar porque representamos a chance de melhorar isso tudo".

A musicoterapeuta Luciana Louzada, 47 anos, fez questão de levar o filho Ian, 8 anos, para o protesto. "Temos que implantar uma consciência desde cedo para ver se alguma coisa muda, porque a gente não pode mais aceitar as coisas como estão. A roubalheira é grande, todo mundo sabe, mas a impunidade continua", contou.

Esse também foi o sentimento que levou a aposentada Bete Acerbe, 78 anos, a participar do protesto. Ela contou que estava caminhando no calçadão de Copacabana no início da tarde quando viu a movimentação. "Fui em casa rapidinho, me arrumei, improvisei um cartaz e vim marchar. Todo mundo tem que fazer a sua parte. Se todo mundo cobrar, pode ser que alguma coisa mude", disse, carregando uma cartolina branca escrita a mão em que pedia o fim da corrupção.

A passeata foi acompanhada pela polícia militar. Os policiais seguiram os manifestantes a pé e com o apoio de quadriciclos e carros de patrulha. A PM não divulgou estimativa do número de pessoas que participaram do protesto.

Agência Brasil Agência Brasil

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