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MPF denuncia ex-deputados investigados na Lava Jato

André Vargas, Luiz Argôlo, Pedro Corrêa e Aline Corrêa foram denunciados por corrupção, organização criminosa e lavagem de dinheiro

14 mai 2015
17h45
atualizado às 20h13
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O Ministério Público Federal apresentou, nesta quinta-feira (14), uma denúncia contra 13 pessoas referentes à 11ª fase da Operação Lava Jato. Entre os denunciados estão os ex-deputados André Vargas, Pedro Corrêa, Aline Corrêa e Luiz Argôlo. É a primeira vez que o MPF denuncia parlamentares envolvidos no esquema de corrupção. Agora, cabe à Justiça Federal aceitar ou não as denúncias.

Procuradores do MPF denunciaram 13 pessoas investigadas na 11ª fase da Operação Lava Jato
Procuradores do MPF denunciaram 13 pessoas investigadas na 11ª fase da Operação Lava Jato
Foto: Especial para o Terra / Roger Pereira

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Eles foram denunciados por corrupção, organização criminosa, lavagem de dinheiro e peculato (no caso do núcleo de Pedro Corrêa). "As acusações de hoje representam o começo do fechamento de um ciclo. Denunciamos os operadores, os empresários e, agora, chegamos aos agentes políticos", disse o procurador Deltan Dallagnol, que coordena a Força Tarefa da Operação Lava Jato, que investiga esquema de corrupção na Petrobras.

"André Vargas foi beneficiário de contratos firmados entre uma agência de publicidade (Borgi Lowe) e a Caixa Econômica Federal e o Ministério da Saúde, a partir da subcontratação de empresas em nome da família Vargas", disse o procurador. Foram repassados, no total, R$ 1,1 milhão dos contratos a essas empresas.

Contra Pedro Corrêa e Aline Corrêa, a denúncia tem relação direta com o esquema da Petrobras, sendo o ex-deputado um dos destinatários do pagamento de propinas na diretoria de abastecimento da Petrobras, através do doleiro Alberto Youssef.

O MPF também identificou a nomeação de funcionários fantasmas nos gabinetes de Pedro Corrêa e Aline Corrêa, num desvio total de R$ 730 mil dos cofres públicos. No total, o grupo de Pedro Corrêa teria sido beneficiado de R$ 399 milhões nos 280 atos de corrupção dos quais são acusados.

A denúncia contra Luiz Argôlo diz que o ex-deputado é responsável pelo desvio de R$ 1,6 milhão em corrupção e lavagem de dinheiro. "Luiz Argôlo criou uma relação diferente dos demais parlamentares com Alberto Youssef. Passou a ser quase um sócio de Youssef em alguns negócios, o que o fez ser privilegiado no repasse de propinas, recebendo dinheiro até do próprio Youssef", explicou o procurador Paulo Roberto de Carvalho. "Ele também recebeu pelo interesse que Youssef tinha na carreira política de Argôlo, que beneficiaria empresas do doleiro usando seu mandato", diz.

"Youssef pagou móveis para a casa do Argôlo, gado para o ex-deputado, cadeiras de rodas que foram doadas por Argôlo, fez depósitos e entregas em dinheiro, além do 'empréstimo' por dois anos de um helicóptero para o ex-deputado", explicou o procurador.

O MPF ainda denuncia que Argôlo fez 40 visitas ao escritório de Youssef usando passagens áreas da cota da Câmara, um crime de peculato de R$ 55 mil.

A lista de denunciados também inclui Leon Dênis Vargas Ilário, Milton Vargas Ilário e Ricardo Hoffmann; Ivan Vernon, Marcia Danzi, Alberto Youssef, Rafael Ângulo Lopes e Fábio Corrêa; e Carlos Alberto Costa.

 

Fonte: Especial para Terra
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