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MP processa 2 ex-governadores do AP por fraude de R$ 68 mi

25 out 2011
18h46

O Ministério Público (MP) do Amapá anunciou na segunda-feira que ajuizou ação de improbidade contra os ex-governadores Antônio Waldez Góes da Silva e Pedro Paulo Dias de Carvalho. Segundo o MP, R$ 68 milhões em consignações não foram devidamente repassados a quatro entidades financeiras entre novembro de 2009 e dezembro de 2010. O órgão pediu ainda, liminarmente, a indisponibilidade dos bens dos ex-gestores.

As investigações começaram após denúncias de duas professoras. "O governo recolhia esses valores para depois repassar aos bancos, funcionando como mero intermediário, já que essa verba era descontada nos contracheques dos servidores públicos", afirmou o promotor Afonso Guimarães. "Esse dinheiro nem pertencia ao Estado, e sim aos servidores que pagavam o consignado", disse, por sua vez, o promotor André Luiz Araújo.

Segundo o MP, a ação também foi ajuizada contra três ex-secretários de Planejamento acusados peculato: Haroldo Victor de Azevedo Santos, Sebastião Rosa Máximo e Nelson Américo de Moraes. Guimarães disse que há "várias ações por danos morais de pessoas que estiveram com seu nome negativado por causa do não repasse da consignação. Diante do prejuízo causado, os dois ex-governadores irão responder solidariamente pela improbidade administrativa".

Terra

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