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Ministro Cardozo minimiza resultado negativo de Dilma em pesquisas

16 jul 2013
13h23
atualizado às 13h45
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Um dos principais aliados da presidente Dilma Rousseff e um dos três principais articuladores da campanha que levou a petista à presidência, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, minimizou nesta terça-feira o resultado da pesquisa da Confederação Nacional dos Transportes (CNT) em parceria com a MDA Pesquisa. O levantamento aponta queda na avaliação positiva do governo Dilma de 54,2% para 31,3% após os protestos que tomaram as ruas há pouco mais de um mês.

Segundo Cardozo, pesquisas eleitorais apenas traduzem “situações de momento” e seus resultados são influenciados por fatores “diversos”. O ministro negou que o governo esteja negligenciando os pedidos feitos durante os protestos, que incluem mais investimentos na saúde, educação e segurança, além do fim da corrupção.

“Acredito que pesquisas traduzem situação de momento e precisam ser avaliadas. São momentos que acabam acontecendo, determinados pelos fatores mais diversos. Eu acho que o governo está dando respostas corretas, está agindo dentro daquilo que deve agir. Tudo o que teve de acontecimento atingiu não só a presidente, mas todos os que governam, e isso ficou claro nas pesquisas. Por essa razão é algo que devemos analisar, mas imaginar que o governo não tem dado as respostas corretas é incorrer num grave equívoco, porque a presidente tem tomado medidas muito firmes, muito seguras, tem conduzido o governo dentro daquilo que se espera e se deseja”, defendeu Cardozo.

A pesquisa CNT/MDA avaliou a atuação da presidente diante das manifestações. Para 30,7% dos entrevistados, Dilma se comportou de forma negativa. Apenas 24,6% viram de forma positiva os pronunciamentos feitos pela presidente.

Protestos contra tarifas mobilizam população e desafiam governos de todo o País

Mobilizados contra o aumento das tarifas de transporte público nas grandes cidades brasileiras, grupos de ativistas organizaram protestos para pedir a redução dos preços e maior qualidade dos serviços públicos prestados à população. Estes atos ganharam corpo e expressão nacional, dilatando-se gradualmente em uma onda de protestos e levando dezenas de milhares de pessoas às ruas com uma agenda de reivindicações ampla e com um significado ainda não plenamente compreendido.

A mobilização começou em Porto Alegre, quando, entre março e abril, milhares de manifestantes agruparam-se em frente à Prefeitura para protestar contra o recente aumento do preço das passagens de ônibus; a mobilização surtiu efeito, e o aumento foi temporariamente revogado. Poucos meses depois, o mesmo movimento se gestou em São Paulo, onde sucessivas mobilizações atraíram milhares às ruas; o maior episódio ocorreu no dia 13 de junho, quando um imenso ato público acabou em violentos confrontos com a polícia.

A grandeza do protesto e a violência dos confrontos expandiu a pauta para todo o País. Foi assim que, no dia 17 de junho, o Brasil viveu o que foi visto como uma das maiores jornadas populares dos últimos 20 anos. Motivados contra os aumentos do preço dos transportes, mas também já inflamados por diversas outras bandeiras, tais como a realização da Copa do Mundo de 2014, a nação viveu uma noite de mobilização e confrontos em São PauloRio de JaneiroCuritibaSalvadorFortalezaPorto Alegre e Brasília.

A onda de protestos mobiliza o debate do País e levanta um amálgama de questionamentos sobre objetivos, rumos, pautas e significados de um movimento popular singular na história brasileira desde a restauração do regime democrático em 1985. A revogação dos aumentos das passagens já é um dos resultados obtidos em São Paulo e outras cidades, mas o movimento não deve parar por aí. “Essas vozes precisam ser ouvidas”, disse a presidente Dilma Rousseff, ela própria e seu governo alvos de críticas.

 

Fonte: Terra
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