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Memória de Alencar será eternizada, diz presidente da OAB

29 mar 2011
16h51
atualizado às 19h17
Laryssa Borges
Direto de Brasília

Ao lamentar a morte de José Alencar, o presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, elogiou a trajetória do ex-vice-presidente, sua luta contra o câncer que o acometia havia 13 anos e disse que sua memória será "eternizada".

Alencar comemora extração do pré-sal do Campo de Tupi com Lula em 1° de maio de 2009
Alencar comemora extração do pré-sal do Campo de Tupi com Lula em 1° de maio de 2009
Foto: Ricardo Stuckert/PR / Divulgação

"Sua memória será eternizada nos corações brasileiros, em especial dos advogados, cuja missão social soube reconhecer ao sancionar, na condição de Presidente da República em exercício, legislação que protege a classe dos abusos da violabilidade de seus locais de trabalho. Nossa gratidão, nosso respeito, nossas homenagens", disse Ophir em nota à imprensa.

"É fácil falar do Dr. José Alencar político, generoso, amigo, patriota e democrata. Difícil é seguir o seu exemplo, de coragem, de persistência, de atitude, de esforço e de dedicação, valores pelos quais deu a própria vida", afirmou.

Alencar enfrentava câncer desde 1997
O empresário mineiro e ex-vice-presidente da República José Alencar morreu às 14h41 desta terça-feira, aos 79 anos, no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. De acordo com nota oficial da instituição, Alencar morreu em decorrência de câncer e falência de múltiplos órgãos. Ele lutava contra a doença desde 1997. Ao todo, foi submetido a 17 cirurgias nos últimos 13 anos.

O ex-vice-presidente foi internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) na segunda-feira, com um quadro de suboclusão intestinal, em "condições críticas". Ele havia recebido alta em 15 de março, após uma internação de mais de um mês na instituição devido a uma peritonite (inflamação da membrana que reveste a cavidade abdominal) por perfuração intestinal.

Alencar nasceu em 17 de outubro de 1931 em um povoado às margens de Muriaé, cidade de 100.063 mil habitantes no interior de Minas Gerais. Ele era casado com Mariza Campos Gomes da Silva, com quem teve três filhos.

Em 1967, em parceria com o empresário e deputado Luiz de Paula Ferreira, fundou, em Montes Claros (MG), a Companhia de Tecidos Norte de Minas (Coteminas), hoje um dos maiores grupos industriais têxteis do País. Estabelecido no setor empresarial, candidatou-se para o governo de Minas em 1994 e, em 1998, conquistou uma vaga no Senado Federal por Minas Gerais. Elegeu-se vice-presidente na chapa de Luiz Inácio Lula da Silva em 2002, tendo sido reeleito junto com o petista em 2006.

Fonte: Terra

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