2 eventos ao vivo

Melhorias nos serviços públicos serão cobradas nas eleições, diz pesquisa

Presidente da CNT critica declaração de marqueteiro de que Dilma vencerá no 1º turno

16 jul 2013
11h48
atualizado às 11h49
  • separator
  • comentários

O presidente da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), senador Clésio Andrade, afirmou que não acredita nas previsões feitas pelo marqueteiro da presidente Dilma Rousseff, João Santana, de que ela venceria a próxima eleição no primeiro turno. Para Andrade, a pesquisa divulgada nesta terça-feira pela instituição revela que a população está cobrando mais efetivamente as autoridades e exige demonstrações concretas de que será ouvida.

“O marqueteiro está se baseando em marketing puro. Não é marketing puro que vai definir essa eleição. Estamos verificando uma mudança de paradigma. Entendemos que, tirando a economia, que é sempre um peso muito grande, os outros serviços públicos terão um peso grande na definição do candidato vencedor. A população está cobrando isso. Quer melhor transporte, mais segurança, quer melhores serviços em geral”, analisou o senador.

A pesquisa, que apontou uma queda de 23 pontos percentuais na aprovação do governo Dilma também ouviu o que os brasileiros acham dos protestos, aprovados por 84,3% dos entrevistados. Para 64,9% dos entrevistados, as manifestações nas ruas e nas redes sociais podem interferir nas eleições do ano que vem.

Apesar do percentual elevado de aprovação, 58% responderam que não participaram de passeatas e não têm intenção de participar. A maioria esmagadora (60,7%) soube das manifestações pelo Facebook, enquanto 38,5% tomaram conhecimento pelos sites de notícia. 

Para 49,7% dos entrevistados, o alvo dos protestos são os políticos em geral, enquanto que para 21% é o sistema político. A presidente Dilma foi apontada por 15,9% dos entrevistados como o alvo principal. O fim da corrupção é visto por 40,3% como a principal reivindicação das manifestações. Para 24,6% são os pedidos por melhoria na saúde que levaram as pessoas às ruas, enquanto 7,8% acreditam que são as melhorias na educação o ponto central dos protestos. Apenas 4,6% veem que o transporte público é a reivindicação mais importante.

Diante desse cenário, 62,1% dos entrevistados acreditam que as manifestações continuarão nas ruas e nas redes sociais e 14% dizem que os objetivos foram atendidos.

Fonte: Terra

compartilhe

comente

  • comentários
publicidade