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Marco Maia, após denúncias: revista 'viajou na maionese'

10 out 2011
16h18
atualizado às 18h39
Luciana Cobucci
Direto de Brasília

O presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), rebateu nesta segunda-feira denúncias publicadas pela revista Veja desta semana. A reportagem informou que o parlamentar usou a Polícia Legislativa para intimidar três pessoas que acusam o deputado Roberto Policarpo (PT-DF) de compra de votos na disputa de 2010: o sem-terra Francisco Manoel do Carmo, o lavador de carros Edmilson Almeida Lopes e o vigilante Paulo Batista dos Santos. Maia afirmou que "a Veja viajou na maionese". Ainda hoje, o PPS pediu que a Corregedoria da Câmara investigue as atitudes dos dois políticos.

Maia negou acusações da revista e negou ter conversado com Policarpo sobre a ocorrência
Maia negou acusações da revista e negou ter conversado com Policarpo sobre a ocorrência
Foto: Rodolfo Stuckert / Agência Câmara

Maia fez a afirmação após reunião do colégio de líderes na Câmara. O parlamentar disse que enviaria uma carta de repúdio à revista e que a sua versão dos fatos não teria sido publicada oportunamente. Mais cedo, ele rechaçou, em nota divulgada à imprensa, interferência nas atividades da Polícia Legislativa.

O presidente da Câmara negou ainda ter conversado com Policarpo sobre a ocorrência. De acordo com a reportagem, os policiais legislativos convocaram as testemunhas (que não trabalham na Câmara), a mando do presidente da Casa, a prestar depoimento a respeito de uma suposta chantagem feita pelos três investigados. A atitude excede as atribuições da Polícia Legislativa, que deve zelar pela segurança do Congresso. Maia disse, ainda, que somente tomou conhecimento sobre a investigação envolvendo Roberto Policarpo ao ler a reportagem.

Ainda de acordo com a nota divulgada pelo presidente da Câmara nesta segunda, o parlamentar "não intervém nas atividades da Polícia Legislativa, quando esta atua na função de polícia judiciária. Ela tem autonomia para instaurar inquéritos com o objetivo de apurar infrações penais sem a autorização prévia do Presidente da Casa. Pois, à luz do artigo 3º, inciso VIII da Resolução n.º 18/2003, a investigação e formação de inquérito é atividade típica da Polícia da Câmara dos Deputados", disse. Maia alegou, ainda, que detalhes da investigação do caso de Policarpo competem ao diretor da Polícia Legislativa que preside o inquérito.

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Fonte: Terra
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