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Manifestantes protestam contra Dilma na Avenida Paulista

Líderes políticos estiveram presentes, tais como o deputado federal José Aníbal (PSDB) e o senador eleito José Serra (PSDB)

6 dez 2014
16h42
atualizado em 8/12/2014 às 16h07
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Senador Aécio Neves chamou pessoas ao protesto realizado neste sábado
Senador Aécio Neves chamou pessoas ao protesto realizado neste sábado
Foto: Facebook/Vem pra rua Brasil! / Reprodução

Novos protestos acontecem nas ruas de São Paulo, neste sábado, contra o atual governo. Assim como nos outros realizados após as eleições de outubro, cartazes levantados pedem intervenção militar, o impeachment da presidente Dilma Rousseff, além de demonstrar apoio ao senador tucano, que foi candidato de oposição nas eleições presidenciais esse ano. A polícia militar faz a segurança na Avenida Paulista. 

A passeata pela Avenida Paulista reuniu quase o mesmo número de manifestantes que os atos anteriores, quando Dilma venceu o segundo turno das eleições em outubro. Desta vez, a manifestação foi apoiada nas redes sociais por líderes da oposição, incluindo Aécio Neves, ex-candidato pelo PSDB à presidência.

Segundo a Polícia Militar, cerca de 800 pessoas se concentraram inicialmente em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp), mas a aglomeração se dividiu em dois grupos. Depois das 15h30, a estimativa era de que quatro mil pessoas se encontravam no local. 

A maioria dizia protestar unicamente contra a corrupção e cerca de 100 pessoas defendiam um golpe militar e carregavam cartazes exigindo a saída da presidente petista.

Líderes políticos estiveram presentes entre aqueles que protestavam contra corrupção, tais como o deputado federal José Aníbal (PSDB) e o senador eleito José Serra (PSDB). O cantor Lobão também compareceu. 

Um dos líderes do "Movimento Vem Pra Rua", Rogério Chequer, esclareceu que o ato se limitou a um protesto contra a corrupção e a falta de ética dos políticos, e desautorizou qualquer manifestação em defesa de uma intervenção militar.

"Somos contra as ações do governo Dilma, que estão manchadas pela corrupção, pelo clientelismo e pela interferência entre os poderes. Defendemos uma investigação exaustiva de todas as irregularidades, punição aos culpados e que o governo seja mais eficaz com os gastos públicos", explicou.

O empresário Ronaldo Luis Ferreira, um dos líderes do movimento que defende uma intervenção militar, disse que o golpe é a única forma de "tirar todos os políticos bandidos antes de convocar novas eleições".

Os dois grupos protestaram principalmente contra a rede de corrupção que, segundo a polícia, se instalou na Petrobras e desvia os recursos da maior empresa do país.

A página do Facebook “Vem pra rua Brasil!” fez campanha ao longo de toda a semana para reunir pessoas. Em posts, a página pede para que todos os seguidores participem do ato marcado para as 15h e que, de verde e amarelo, também convidem outros manifestantes para participar.

Na rede social, foram postados vídeos de políticos e personalidades, tais como dos senadores Aécio Neves (PSDB), Ronaldo Caiado (DEM) e Aloysio Nunes (PSDB), além do ex-candidato Eduardo Jorge (PV), e o cantor Paulo Ricardo, que chamavam as pessoas às ruas.

 “Mais do que nunca devemos estar mobilizados. Essa é a arma que nós temos, a nossa mobilização e a nossa capacidade de indignarmos com tudo o que aconteceu e acontece no Brasil”, diz Aécio Neves no vídeo que faz referência, entre outras coisas, ao caso de corrupção na estatal Petrobrás.

Com informações da EFE.

Veja algumas imagens do protesto em São Paulo:

Foto: Renato S. Cerqueira / Futura Press

Foto: Vilmar Bannach / Futura Press
Foto: Vilmar Bannach / Futura Press
Foto: Vilmar Bannach / Futura Press
Foto: Vilmar Bannach / Futura Press
Foto: Vilmar Bannach / Futura Press

Foto: Vilmar Bannach / Futura Press

Fotos: Futura Press/Vilmar Bannach e Renato S. Cerqueira

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Fonte: Terra
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