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Lula pede a Bernardo e Orlando Silva para ficarem no governo

31 mar 2010
13h00
Laryssa Borges
Direto de Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira que pediu para que os ministros do Planejamento, Paulo Bernardo, e do Esporte, Orlando Silva, não deixassem o governo e não disputassem qualquer cargo eletivo em outubro. Bernardo deve integrar um eventual governo da pré-candidata petista Dilma Rousseff, ao passo que Orlando Silva terá a responsabilidade de coordenar a organização da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016.

Ao se dirigir ao ministro do Planejamento, Lula resumiu: "pedi para que não fosse candidato a nada até porque a mulher dele é e poderia ter uma disputa em casa". A mulher de Bernardo, a petista Gleisi Hoffmann deve se lançar à disputa pelo Senado no Paraná. A Orlando, afirmou o presidente: "ele terá uma das tarefas mais importantes na Copa e nas Olimpíadas".

"Espero não mexer com ninguém até 31 de dezembro. Gostaria de todos ficassem até o final do mandato", disse Lula.

Nesta terça, ele já havia pedido ao presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, que continuasse à frente da autoridade monetária até o final de 2010 como forma de garantir estabilidade para o próximo presidente, a ser escolhido nas eleições de outubro. Cotado como potencial vice na chapa governista da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, Meirelles pediu 24 horas para pensar e decidir se abandona de vez qualquer pretensão política neste pleito.

Posse
Lula deu posse nesta quarta a dez novos ministros de Estado que assumem o primeiro escalão do Executivo federal em substituição aos titulares, que são obrigados a deixar suas pastas para poderem se candidatar nas eleições de outubro. Detentores de cargos públicos que pretendem disputar postos eletivos têm até o dia 3 de abril para deixar as funções que ocupam e poderem atender às exigências da Justiça eleitoral.

Além da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, ungida pré-candidata governista à Presidência da República, deixam o governo os titulares da Agricultura, Previdência, Comunicações, Desenvolvimento Social, Minas e Energia, Igualdade Racial, Transportes, Integração Nacional e Meio Ambiente.

Ao todo, 70% das trocas serão consolidadas com a nomeação dos secretários-executivos, cargo ¿número dois¿ na hierarquia dos ministérios.

Fonte: Redação Terra
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