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Lula diz que fará "o necessário" contra onda de violência no RJ

23 nov 2010
16h31

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira, durante cerimônia sobre os resultados das ações do governo para o setor sucroenergético, em Ribeirão Preto (319 km de São Paulo), que o conversou com o governador do Rio, Sérgio Cabral, e com o Ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, a respeito da onda de violência que acontece na capital carioca nos últimos dias. "Nós faremos o necessário para que as pessoas de bem derrotem aqueles que querem viver na marginalidade", afirmou.

"Hoje de manhã eu conversei com o governador Sérgio Cabral. Ele pediu que eu reforçasse junto ao ministro da Justiça um maior volume de policiais rodoviários da Polícia Rodoviária Federal. Liguei para o ministro da Justiça, disse que é para atender o Rio de Janeiro naquilo que o Rio precisar", disse o presidente.

Contingente da PRF será aumentado
O contingente da Polícia Rodoviária Federal (PRF) será aumentado nas estradas do Rio de Janeiro. A medida do Ministério da Justiça foi anunciada nesta terça-feira, após ligação do governador carioca Sérgio Cabral para o ministro Luiz Paulo Barreto.

O Ministério da Justiça não soube informar a quantidade de policiais que se somará ao efetivo atual. Às 12h50 desta terça-feira, o diretor-geral da PRF, inspetor Hélio Cardoso Derenne, estava a caminho do Rio para definir o reforço do policiamento nas estradas.

Violência
A onda de ataques teve início na tarde de domingo, dia 21, quando seis homens armados com fuzis abordaram três veículos por volta das 13h na Linha Vermelha, na altura da rodovia Washington Luis. Eles assaltaram os donos dos veículos e incendiaram dois destes carros, abandonando o terceiro.

Enquanto fugia, o grupo atacou um carro oficial do Comando da Aeronáutica (Comaer) que andava em velocidade reduzida devido a uma pane mecânica. A quadrilha chegou a arremessar uma granada contra o utilitário Doblò. O ocupante do veículo, o sargento da Aeronáutica Renato Fernandes da Silva, conseguiu escapar ileso.

Ainda no domingo, em arrastão na Via Dutra, uma quadrilha armada bloqueou um trecho da pista sentido São Paulo, na altura de Pavuna, e roubaram um Kia Cerato e um Prisma. Na ação, uma das vítimas, identificada como Guilherme Feitosa da Silva, 26 anos, foi baleado na cabeça e levado em estado grave para o Hospital Getúlio Vargas.

Na manhã de segunda-feira, cinco bandidos armados atacaram motoristas no Trevo das Margaridas, próximo à avenida Brasil, em Irajá, também na zona norte. Os criminosos roubaram e incendiaram três veículos - uma van de passageiros que fazia o trajeto de Belford Roxo para o Centro, um Monza e um Uno. Também na segunda pela manhã, criminosos armados com fuzis atiraram em uma cabine da PM na rua Monsenhor Félix, em frente ao Cemitério de Irajá. A PM acredita que o incidente tenha sido provocado pelos mesmos bandidos que queimaram os carros no Trevo das Margaridas.

À noite, criminosos atearam fogo em outros dois veículos na rodovia Presidente Dutra, sentido Capital, na altura da Pavuna. Na zona norte, uma cabine da Polícia Militar (PM) foi metralhada próximo ao shopping Nova América, em Del Castilho.

Já na manhã desta terça-feira, dois homens foram mortos a tiros em um Honda Civic na rodovia Washington Luís, altura do km 122. A PM diz que não há relação entre este crime e os ataques anteriores.

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, atribuiu a escalada de violência à atuação do Estado no combate à criminalidade nas favelas. "Sem dúvidas isso tem relação com a nossa política de segurança pública", afirmou, referindo-se à implantação de unidades de polícia pacificadora (UPPs).

Nesta terça-feira, a cúpula da Polícia Militar anunciou a operação "Fecha Quartel", que prevê colocar todos os homens nas ruas para reforçar o patrulhamento. A PM informou que reduzirá as folgas dos policiais gradativamente até o ano que vem, além de prometer a contratação de 7 mil policiais. Para o combate ao crime, a corporação ainda utilizará o Batalhão de Choque e 140 motocicletas.

Com informações da Agência Brasil.

Fonte: Redação Terra
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