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Lula critica clima de ódio e diz que está "de saco cheio"

Ex-presidente também comparou "criminalização" do PT à perseguição nazista contra os judeus

25 jul 2015
00h20
atualizado às 07h58
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Em evento no Sindicato dos Bancários do ABC, em Santo André (SP), Lula se disse "cansado de agressões à primeira mulher a governar este País"
Em evento no Sindicato dos Bancários do ABC, em Santo André (SP), Lula se disse "cansado de agressões à primeira mulher a governar este País"
Foto: Robson Souza / Futura Press

No momento em que o Brasil passa por uma grave crise econômica e política, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a presidente Dilma Rousseff (PT) – que sofre pressões por impeachment – e criticou o “clima de ódio e intolerância” que tomou conta do debate político no País.

“Eu estou cansado de mentiras e safadezas. Eu estou cansado de agressões à primeira mulher a governar este País. Eu estou cansado de ver o tipo de perseguição e o tipo de criminalização que tentam fazer às esquerdas deste País”, discursou Lula em evento no Sindicato dos Bancários do ABC, em Santo André (Grande SP), na noite desta sexta-feira.

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Para o ex-presidente, a “perseguição” pode ser comparada ao nazismo. “Muitas vezes a gente liga a televisão e (o momento atual) parece os nazistas criminalizando os judeus; os romanos criminalizando os cristãos; os fascistas criminalizando o povo italiano”, continuou.

Lula afirmou que a elite brasileira não aceita o resultados da eleição de 2014, que reelegeu Dilma. “Eu nunca tinha visto pessoas, que se diziam democráticas, que não aceitaram até agora o resultado de uma eleição que elegeu uma mulher presidente da República”, disse. Para Lula, essa elite se “incomoda” com os avanços sociais do País. “Ando de saco cheio, ando profundamente irritado. Querer comer em restaurante, fazer universidade, fazer escola técnica. Tudo que é justiça social incomoda a uma elite perversa”, completou.

Inflação e desemprego
O ex-presidente foi ao sindicato para a festa de posse do novo presidente da entidade, Belmiro Moreira – que chegou a se emocionar ao se referir a Lula como “o maior presidente” do Brasil. A uma plateia de sindicalistas e seus familiares, Lula discursou por pouco mais de 20 minutos e tentou tranquilizar os ouvintes quanto aos rumos da economia.

“Eu acho que esse clima de ódio que está estabelecido neste País, esse clima de intolerância, tem um certo medo na sociedade, uma certa preocupação. As pessoas começam a se preocupar com o desemprego, começam a se preocupar com a inflação”, afirmou.

Segundo Lula, a inflação atual, de 9% ao ano, não é nada comparada ao índice de 80% ao mês da década de 1980. "Nossa inflação hoje é de 9%, com perspectiva de queda. É importante lembrar que, quando assumimos o governo, ela já estava a 12%“, disse o ex-presidente, que ainda afirmou que o Brasil é só mais uma vítima da crise econômica mundial. “Neste Pais não há nenhuma razão para a gente ter medo do futuro. Não tem pessoa com caráter mais forte do que a Dilma. Ela está sendo vitima de uma conjuntura que esta prejudicando chinês, italiano, alemão.”

 

Fonte: Terra
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