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Lula cobra Dilma e diz que não veio ao mundo para fracassar

Ex-presidente disse que PT precisa "errar menos" e pediu que Dilma atenda aos interesses da classe trabalhadora

24 abr 2015
23h54
atualizado em 27/4/2015 às 16h00
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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta-feira que o “momento difícil” por que passa o PT deve ser enfrentado com a defesa dos interesses da classe trabalhadora e cobrou que a presidente Dilma Rousseff (PT) dê uma resposta aos eleitores que a elegeram. De acordo com Lula, Dilma e o PT devem ser “unha e carne”, já que um não sobrevive sem o outro.

“Nem o PT sobrevive sem a Dilma, nem a Dilma sobrevive sem o PT. Se a Dilma fracassar, é o PT que fracassa. Se o PT fracassar, a gente vai contribuir para o fracasso da Dilma. E eu não vim ao mundo para fracassar. O PT não nasceu para fracassar. A gente não elegeu uma revolucionária presidente da República deste País para o fracasso”, disse Lula durante discurso na abertura do 3° Congresso das Direções Zonais do PT São Paulo, no Sindicato dos Bancários, no centro da capital.

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"Eu não vim ao mundo para fracassar. O PT não nasceu para fracassar", disse Lula em congresso do partido, em São Paulo
"Eu não vim ao mundo para fracassar. O PT não nasceu para fracassar", disse Lula em congresso do partido, em São Paulo
Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula / Divulgação

O ex-presidente disse que o PT precisa “responder urgentemente para a sociedade” o motivo pelo qual quis reeleger Dilma para um segundo mandato. "Nós fomos eleitos para garantir mais empregos, garantir mais aumentos de salários, aprimorar os direitos da classe trabalhadora, aprimorar a economia, diminuir a inflação, aumentar o poder aquisitivo das pessoas e fazer o Pátria Educadora, que talvez seja a maior revolução da educação neste País", disse Lula, que também voltou a fazer um apelo pela não aprovação de "uma lei de terceirização que prejudica os trabalhadores".

A uma plateia mais esvaziada do que o de costume em eventos do PT, Lula disse que o partido e a militância precisam se impor e voltar às origens. "O que há é a necessidade de dizer o que a gente quer. Dizer ao Congresso Nacional o que a gente quer, dizer ao governo o que a gente quer, dizer aos trabalhadores o que a gente quer. E tentar construir, outra vez, a utopia das nossas conquistas”, afirmou.

"A Dilma sabe disso e ajudou a construir isso. Eu tenho certeza, pela dignidade que a gente conhece da Dilma e pelo caráter dela com os compromissos dela. Se ela está tendo dificuldade, em vez de a gente se afastar, nós devemos chegar junto e empurrar para que ela continue sendo a Dilma que nós elegemos", continuou Lula.

"PT tem que errar menos"
O ex-presidente também disse que o PT precisa "ter mais cuidado" e "errar menos". A fim de dar uma resposta aos recentes escândalos de corrupção envolvendo a legenda, o PT anunciou na semana passada que seus diretórios não poderão mais receber doações de empresas para financiar campanhas eleitorais - a medida, contudo, terá de ser validada no congresso do partido, em junho. De acordo com Lula, o PT "tem que ser diferente".

"Não vai ser fácil, mas vai servir para conquistar o que tínhamos perdido: o direito de andar de cabeça erguida", disse o ex-presidente. "O PT tem que errar menos. O PT não pode fazer aquilo que criticava nos outros. Tem que ser exemplo", afirmou. "O que é grave é que, neste momento, o dinheiro do PT é amaldiçoado, o dos outros é santificado. Parace que a campanha dos outros foi arrecadada por dízimo, vendendo churrasco nas quermesses de Santo Antônio."

"Eu sou um dos pais do PT e um dos filhos desse partido. E eu não pretendo deixar ele acabar. Quem imaginar isso vai quebrar a cara. Nós vamos ressurgir ainda mais fortes", encerrou.

 

Fonte: Terra

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