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Lobão diz que Gabrielli segue na Petrobras com Dilma

17 dez 2010
21h04
atualizado em 18/12/2010 às 00h18

O futuro ministro de Minas e Energia, senador Edison Lobão (PMDB-MA), disse na sexta-feira que o atual presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, seguirá no cargo no governo de Dilma Rousseff. "Ele continua", afirmou Lobão rapidamente, ao deixar o Palácio do Itamaraty, em Brasília, onde participou de coquetel em homenagem à presidente eleita e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O ministro preferiu não comentar sobre a hipótese de Gabrielli permanecer na estatal no novo governo apenas por um período transitório, como se comenta em Brasília, limitando-se a confirmar que ele segue no comando da estatal no novo governo. Gabrielli evitou comentar o futuro da administração da companhia em seus últimos encontros com a imprensa, tampouco eventuais indicações do que gostaria de fazer em seu futuro político. Quando questionado, afirmou apenas que "estaria empregado até o dia 31 de dezembro".

O baiano, professor de economia, chegou à estatal em 2003, assumindo a diretoria financeira. Dois anos depois ele chegou à presidência executiva e comandou a companhia em um período de grandes mudanças, sobretudo a partir de 2007, com a descoberta da reserva gigante de Tupi, na camada pré-sal da bacia de Santos.

Neste ano, Gabrielli conduziu a mega operação de oferta de ações da Petrobras que resultou em uma captação de R$ 120 bilhões. A empresa tem um grande plano de investimentos para o Brasil nos próximos anos e deverá ser um dos motores da indústria brasileira sob o governo Dilma, devido às grandes encomendas de equipamentos.

Lobão diz que Sarney tentará reeleição na presidência do Senado
Lobão disse ta atual presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), deverá disputar a reeleição ao cargo. "Ele é o nome, não tem outro", afirmou o senador.

Questionado se o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) poderia eventualmente tentar a indicação do partido, Lobão afirmou que Calheiros é um dos principais entusiastas da candidatura de Sarney.

O PMDB, por ter a maior bancada no Senado, deve seguir no comando da Casa. O partido já fez um acordo para manter o rodízio com o PT na presidência da Câmara. Para presidir a Câmara, o PT sacramentou nesta semana o nome do deputado Marco Maia (PT-RS), que atualmente dirige a Casa interinamente.

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