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Moro admite que grampo ocorreu após suspensão de gravações

Juiz determinou o fim da interceptação telefônica de Lula às 11h12. Diálogo entre Lula e Dilma ocorreu às 13h32.

17 mar 2016
12h30
atualizado às 12h32
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O juiz federal Sérgio Moro reconheceu hoje (17), em despacho, que a interceptação telefônica de uma ligação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidenta Dilma Rousseff ocorreu duas horas depois de ele ter determinado a suspensão das gravações.

Sergio Moro, juiz da Lava Jato
Sergio Moro, juiz da Lava Jato
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil / O Financista

No documento, Moro afirma que determinou o fim da interceptação telefônica do ex-presidente ontem (16) às 11h12. Ele diz, entretanto que, entre a decisão e o cumprimento da ordem, foi colhido novo diálogo às 13h32 – o que foi reunido pela autoridade policial ao processo.

Moro afirma que “não havia reparado antes no ponto [horário]”, mas que não vê maior relevância nisso.

“Como havia justa causa e autorização legal para a interceptação, não vislumbro maiores problemas no ocorrido”, disse o juiz no despacho.

Ele ressalta ainda que não acredita na necessidade de exclusão do diálogo “considerando seu conteúdo relevante no contexto das investigações”.

Para Moro, a existência de foro privilegiado da presidente

 não altera o quadro “pois o interceptado era o investigado e não a autoridade, sendo a comunicação interceptada fortuitamente”.

O juiz finaliza o despacho afirmando que caberá ao Supremo Tribunal Federal (STF), quando receber o processo, decidir definitivamente sobre essas questões.

 

Agência Brasil Agência Brasil

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