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Justiça Federal condena Garotinho e Álvaro Lins por corrupção

24 ago 2010
14h05
atualizado às 17h59

A Justiça Federal do Rio de Janeiro condenou os políticos Anthony Garotinho e Álvaro Lins por formação de quadrilha, corrupção e lavagem de dinheiro, informou em nota, nesta terça-feira, o Ministério Público Federal (MPF). Outros oito integrantes também foram considerados culpados de utilizar a Polícia Civil do Rio para cometer crimes de corrupção.

Apesar das investigações, Garotinho segue fazendo campanha para deputado federal
Apesar das investigações, Garotinho segue fazendo campanha para deputado federal
Foto: Divulgação

O MPF propôs a denúncia à 4ª Vara Federal Criminal, em maio de 2008. O ex-deputado estadual Álvaro Lins foi condenado a 28 anos de prisão (por formação de quadrilha armada, corrupção passiva e lavagem de bens). O ex-governador Anthony Garotinho, que tenta se eleger deputado federal pelo PR, foi condenado a dois anos e meio de prisão por formação de quadrilha (convertidos a serviços à comunidade e suspensão de direitos). Todos os réus poderão apelar do julgamento em liberdade.

Conforme o MPF, a Justiça condenou ainda os policiais civis Alcides Campos Sodré Ferreira, Daniel Goulart, Fábio Menezes de Leão, Mario Franklin Leite de Carvalho e Ricardo Hallak por participação no esquema. Suas penas variam de dois anos de reclusão (Goulart) a 11 anos e três meses de prisão (Carvalho). Quatro outros réus investigados na Operação Segurança Pública foram absolvidos.

O processo resultou da continuidade de apurações da Operação Gladiador, desencadeada pelo MPF e Polícia Federal, e pela quebra de sigilo fiscal de Álvaro Lins. A Justiça atestou a prática de crimes como facilitação de contrabando (a exploração de caça-níqueis pelo grupo de Rogério Andrade não era reprimida) e corrupção ativa e passiva.

"O MPF já recorreu, entre outras coisas, para aumentar a pena de alguns dos condenados, entre eles o ex-governador Antony Garotinho", afirmou o procurador da República Leonardo Cardoso de Freitas.

Respostas
O ex-governador classificou a decisão da Justiça Federal de "mais uma perseguição", em seu blog. "É de se estranhar o fato de ela ser anunciada justamente no período eleitoral, a 41 dias das eleições no País", disse o candidato a deputado. "Além da afirmação do Ministério Público Federal de que eu sabia das supostas atividades do ex-chefe de Polícia Civil, Álvaro Lins, não há, nos autos, rigorosamente, nenhuma acusação ou prova formais contra mim", disse ele.

"Evidentemente que vou recorrer com todos os instrumentos jurídicos que a lei disponibiliza, por se tratar de uma decisão absurda, sem amparo legal, e com a qual não me conformo", afirmou Garotinho.

O escritório dos advogados de Álvaro Lins, Eduardo Mayr e Renata Nazario, informou que a defesa está "inconformada" com a decisão e que vai recorrer da sentença da Justiça Federal.

Fonte: Redação Terra

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