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Joaquim Barbosa vai ao Planalto convidar Dilma para posse no STF

12 nov 2012
11h17
atualizado às 13h08
Luciana Cobucci
Direto de Brasília

O próximo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, convidou nesta segunda-feira a presidente Dilma Rousseff para a sua posse como mandatário da Suprema Corte. A cerimônia será realizada no próximo dia 22, uma quinta-feira, às 15h, no plenário do STF. Segundo a assessoria de imprensa da Presidência da República, Dilma confirmou presença no evento.

O ministro Joaquim Barbosa se destacou na mais alta Corte do País por seu temperamento forte e opiniões convergentes ao clamor popular. Eleito presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Barbosa se tornou o primeiro negro a ocupar o cargo. Veja a trajetória
O ministro Joaquim Barbosa se destacou na mais alta Corte do País por seu temperamento forte e opiniões convergentes ao clamor popular. Eleito presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Barbosa se tornou o primeiro negro a ocupar o cargo. Veja a trajetória
Foto: Agência Brasil

A audiência foi incluída na agenda da presidente de última hora, o que inviabilizou a presença de Dilma na cerimônia de lançamento da campanha de qualificação do Pronatec "Mulheres que Inovam". Barbosa vai substituir o colega Carlos Ayres Britto na presidência do STF a partir da próxima segunda-feira, já que Britto completa 70 anos no domingo e deve se aposentar compulsoriamente.

Barbosa é o primeiro negro a presidir a mais alta corte do País. O ministro foi eleito no dia 10 de outubro. O ministro Ricardo Lewandowski, revisor do mensalão, foi eleito vice-presidente.

Mineiro de Paracatu, Joaquim Barbosa chegou ao Supremo em 2003, indicado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Por ironia do destino, sua cadeira na Corte foi negociada pelo advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, defensor de poderosos em Brasília, inclusive do publicitário Duda Mendonça, réu no processo do mensalão. Kakay levou o nome de Barbosa a ninguém menos que José Dirceu, a quem o ministro condenou por corrupção ativa pelo envolvimento no esquema de compra de apoio político durante o primeiro mandato do governo Lula.

Embora se diga que ele é o primeiro negro a ser ministro do STF, ele foi, na verdade, o terceiro, sendo precedido por Hermenegildo de Barros (de 1919 a 1937) e Pedro Lessa (de 1907 a 1921).

Fonte: Terra
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