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Dia de protestos anti-governo é termômetro para impeachment

13 dez 2015
12h40
atualizado às 12h51
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Manifestantes contrários ao governo federal voltam às ruas neste domingo para pressionar pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Protesto contra o governo em abril deste ano, em São Paulo; edição de hoje marca início do embate político nas ruas após acolhimento do impeachment
Protesto contra o governo em abril deste ano, em São Paulo; edição de hoje marca início do embate político nas ruas após acolhimento do impeachment
Foto: Divulgação/BBC Brasil / BBC News Brasil

Há previsão de atos em cerca de cem cidades do país, incluindo todas as capitais.

A data foi escolhida a dedo pelos organizadores das manifestações - uma referência aos 13 anos de gestão do PT no Planalto e ao número do partido.

"No dia 13, vamos tirar o 13 do poder", era a inscrição na página do Facebook do grupo Revoltados Online, um dos organizadores dos atos. A página, desde o amanhecer, traz fotos de bonecos infláveis de Dilma e do ex-presidente Lula caracterizados como presidiários.

Segundo os organizadores, os protestos sincronizados foram marcados às pressas, logo após o acolhimento pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) do pedido de impeachment contra a presidente.

A contraofensiva deve acontecer na próxima quarta-feira, dia 16, quando organizações sindicais e movimentos sociais pró-governo como MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) e MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) realizarão manifestações contra o impeachment.

Estratégia

Durante toda a semana, grupos como o Movimento Brasil Livre (MBL) disseram não esperar protestos do porte dos anteriores, por força do tempo reduzido para mobilização.

Os últimos, realizados em 15 de março, 12 de abril e 16 de agosto, reuniram milhares de pessoas pelo país em cada edição.

Manifestantes pró-governo em ato em agosto na capital paulista; setores contrários ao afastamento de Dilma irão às ruas na próxima semana
Manifestantes pró-governo em ato em agosto na capital paulista; setores contrários ao afastamento de Dilma irão às ruas na próxima semana
Foto: Divulgação/BBC Brasil / BBC News Brasil

Governo e oposição veem os atos como um primeiro termômetro das ruas diante do processo de impeachment. A quantidade de pessoas que forem às ruas neste domingo seria determinante para a estratégia do Planalto diante do pedido.

Na manhã deste domingo, grupos já se manifestavam vestindo camisetas verde-amarelas em pelo menos dez cidades. Em Brasília, a PM estimava a presença de 500 a 600 pessoas na Esplanada dos Ministérios - a organização falava em 2 mil.

Pelo menos sete carros de som devem passar pela avenida Paulista, onde o evento acontece em São Paulo.

 

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