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Fruet se filia ao PDT para disputar prefeitura de Curitiba

28 set 2011
16h34
atualizado em 4/1/2012 às 18h30
Roger Pereira
Direto de Curitiba

O ex-deputado federal Gustavo Fruet anunciou nesta quarta-feira, nas dependências da Universidade Federal do Paraná, na praça Santos Andrade, que seu novo partido é o PDT. Fruet, que deixou o PSDB em julho após não conseguir se viabilizar como candidato do partido à prefeitura de Curitiba, decidiu pelo partido do ex-senador Osmar Dias (PDT), ingressando na base de apoio à presidente Dilma Rousseff (PT) e podendo ter os partidos que formam o governo federal entre seus aliados no ano que vem.

"Anuncio aqui o recomeço da minha vida pública com minha filiação ao PDT", declarou o ex-deputado, que agradeceu o convite de outras legendas, como o PV, mas explicou que decidiu pelo PDT pelo histórico, a tradição, a garantia de liberdade e a possibilidade de formação de uma forte coligação. "Respeitamos o tempo e a decisão de cada partido, mas concluímos esse processo de diálogo com diversas lideranças partidárias com o compromisso de, no momento certo, sentarmos para discutir uma coligação", disse o ex-deputado.

Fruet disse não guardar nenhuma mágoa da PSDB. "A crítica que eu tinha já fiz publicamente. Estamos aqui especulando sobre coligações, e o único partido que já abriu mão de uma candidatura para apoiar outro partido foi o PSDB. Essa aliança com o PSB, por exemplo, fez o PSDB perder um deputado federal para um partido da base do governo", disse. O ex-deputado admitiu que pode sair uma coligação com o PT já no primeiro turno. "É possível, mas vamos respeitar as discussões internas do PT. Tive boas conversas com o presidente Ênio Verri e os ministros Paulo Bernardo e Gleisi Hoffmann."

Fruet já aproveitou para iniciar o debate eleitoral. Disse que teve que trocar de partido para poder participar da eleição e "apresentar um novo modelo para a cidade, já que esse que está aí há mais de 20 anos mostra-se esgotado. Quando vemos questões sem solução como a do transporte público, do sistema viário, dos radares e do lixo, por exemplo, vemos que não temos planejamento nesta cidade", afirmou. Ele ainda disse ser natural a cooptação de vários partidos e lideranças para uma grande coligação com o prefeito Luciano Ducci (PSB) na cabeça da chapa e provocou. "Todos os que defendem o (João Cláudio) Derosso (PSDB) na Câmara estão na chapa da reeleição. Os três partidos que se posicionaram contra foram os que me abriram as portas."

O ex-deputado disse, ainda, que o tempo que demorou para tomar a decisão foi o necessário para todas as conversas e reflexões que fez e disse que não muda sua opinião quanto ao governo federal. "Mantenho todas as minhas críticas, mas vejo, na presidente Dilma uma gestora mais técnica que política e mais intolerante com algumas situações em que antes se fazia concessões."

Fonte: Especial para Terra

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