Política

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25 de fevereiro de 2013 • 20h08 • atualizado em 25 de Fevereiro de 2013 às 22h06

FHC diz que PT não tem projeto e chama Dilma de ingrata

FHC participou de seminário do PSDB em Minas Gerais
Foto: Ney Rubens / Especial para Terra

O ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso (PSDB) afirmou nesta segunda-feira, em Belo Horizonte, que o PT não tem projetos para o País e "usurpou" as ideias tucanas. Ele chamou a presidente Dilma Rousseff de "ingrata" ao ser indagado sobre o discurso da mandatária durante a comemoração de 10 anos de governo petista, que afirmou não ter herdado nada da gestão tucana.

"O que podemos fazer quando a pessoa é ingrata, que cospe no prato que comeu?", questionou FHC em entrevista coletiva na capital mineira, antes de um evento do PSDB no Hotel Mercure. Para o ex-presidente, o PT não tem projetos para o País. "Porque pegaram o nosso. Foi uma usurpação de projeto e, por ser usurpado, é mal feito", criticou.

Na semana passada, a presidente Dilma afirmou que a administração petista não herdou nada do antecessor. "Nós não herdamos nada, nós construímos", discursou a presidente em São Paulo em um evento que comparou a administração do PT com a do PSDB. Provável candidato tucano nas eleições presidenciais de 2014, o senador Aécio Neves (MG) subiu à tribuna do Senado para ler uma lista do que considerou "os 13 erros do PT", em referência ao número eleitoral do partido ao qual faz oposição. O embate foi um claro início da pré-campanha eleitoral.

Fernando Henrique negou que sua ida a Belo Horizonte seja para lançar a candidatura de Aécio Neves à presidência, já defendida pelo ex-presidente. "Não é momento de lançar uma candidatura, mas temos que ter uma candidatura", disse. E fez elogios ao colega de partido: "Aécio Neves é renovação. Até no estilo de falar, na leveza. uma candidatura mais dinâmica, jovem". Para FHC, é o momento de sacudir o País, que, para ele, passa por uma "fadiga política".

Em Minas, FHC participa de um ciclo de debates chamado 'Século XXI, desafios, ameaças e oportunidades'. O ex-presidente defende que o partido iscuta até 2014 projetos de investimentos na área de educação tecnológica, criação de empregos, e revitalização da indústria, que, segundo ele, "está capotando". Para ilustrar o que disse, FHC reconheceu pelo menos um avanço dos governos petistas. "Eu não nego (que tenha ocorrido avanços). Essas classes emergentes criadas pelo (governos) Lula e Dilma vão querer novos investimentos", disse.

Especial para Terra