Política

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24 de setembro de 2013 • 15h59 • atualizado em 06 de Dezembro de 2013 às 17h34

Ex-musa do Avaí era uma das mulheres usadas para cooptar prefeitos

Luciane foi musa do clube Avaí, de Santa Catarina, e participou do reality show Casa Bonita
Foto: Facebook / Reprodução

Uma modelo que já participou de ensaios sensuais e programas de televisão é uma das investigadas pela Operação Miqueias, da Polícia Federal, que prendeu 20 pessoas suspeitas de lavagem de dinheiro e má gestão de recursos de entidades previdenciárias públicas. Os investigadores acreditam que Luciane Hoepers, 33 anos, era quem se aproximava de prefeitos na tentativa de garantir a aplicação de recursos para o esquema.

Desarticulada na última quinta-feira, a Operação Miqueias investigou o envolvimento de um grupo suspeito de pagar propina a prefeitos para captar investimentos de fundos de pensão municipais. Os mandatários, segundo a PF, aplicavam o dinheiro da previdência em títulos podres de empresas quebradas. As autoridades receberiam em troca uma parcela do valor aplicado.

Luciane seria uma das pessoas da quadrilha que fazia o primeiro contato com os alvos da quadrilha. A loira de 1,75 metro de altura se apresentou à PF como empresária, mas já participou de diversos trabalhos como modelo. Foi musa do clube Avaí, de Santa Catarina, e participou do reality show Casa Bonita

Em uma entrevista à revista Fluir, para a qual fez um ensaio sensual na praia, afirmou trabalhar como “agente de investimentos no mercado financeiro”. Outra publicação, a revista Mensch, classificou a loira como “a gata que balança o mercado financeiro”.

De acordo com relatório da Polícia Federal, junto de outras três mulheres “muito bonitas”, Luciane agia como “pastinha” na quadrilha. Cientes do esquema, a ex-musa do Avaí e as outras garotas apresentavam os planos dos fundos de investimento do grupo, já com os detalhes dos ganhos de cada parte com os desvios a serem praticados. 

Presa na quinta-feira com as demais “pastinhas” e outros membros do grupo, a loira afirmou, em depoimento à PF, que “perdeu a conta” de quantas prefeituras visitou, de acordo com policiais federais ouvidos pelo Terra

Como teve apenas a prisão temporária decretada, Luciane foi liberada na madrugada desta terça-feira, já que o prazo de cinco dias de detenção expirou à 0h de hoje. Segundo a PF, apenas uma das quatro garotas usadas segue presa, em Goiânia. 

Loira foi fotografada com parlamentares
Luciane foi fotografada, durante as investigações, ao lado do deputado federal Leandro Vilela (PMDB-GO) e dos deputados estaduais Samuel Belchior e Daniel Vilela, segundo publicou o jornal O Estado de S. Paulo. Este último é filho de Maguito Vilela, prefeito de Aparecida de Goiânia (GO).

Em nota oficial, Daniel Vilela afirmou apenas ter conhecido Luciane Hoepers quando esteve em Brasília para reunião nacional do PMDB e que não teve contato posterior com ela. O parlamentar ressaltou não ser investigado pela Polícia Federal.

Por meio de sua assessoria, Leandro Vilela – que é primo de Daniel - disse ter ido ao almoço para falar com Samuel Belchior, que reiterou não ter conhecimento nem relacionamento com as pessoas investigadas pela operação. Ele se colocou à disposição “para prestar qualquer tipo de esclarecimento necessário ao caso”. 

 

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Colaborou Mirelle Irene, direto de Goiânia

Terra