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Ex-ministro Lobão recebeu R$ 1 mi em propina, diz empresário

Ex-titular da pasta de Minas e Energia, Edison Lobão teria recebido propina para não criar dificuldade na obra da usina nuclear de Angra 3

14 mai 2015
10h45
atualizado às 10h47
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O empresário Ricardo Pessoa, dono da UTC e da Constran, disse que o ex-ministro e senador Edison Lobão (PMDB-MA) era beneficiário de propina envolvendo empreiteiras e a Petrobras na época em que era titular do Ministério de Minas e Energia, no primeiro mandato de Dilma Rousseff, de acordo com informações publicadas pela Folha de S. Paulo.

Ex-ministro de Minas e Energia, senador Edison Lobão recebeu propina, segundo empreiteiro
Ex-ministro de Minas e Energia, senador Edison Lobão recebeu propina, segundo empreiteiro
Foto: Ueslei Marcelino (BRAZIL - Tags: POLITICS BUSINESS ENERGY) - RTR3CHK7 / Reuters

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Lobão teria recebido R$ 1 milhão para não criar dificuldade na obra da usina nuclear de Angra 3. A UTC conseguiu um dos contratos da usina, em consórcio com Odebrecht, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez, também investigadas na Operação Lava Jato.

Nas negociações para a sua delação premiada, acertada com a Procuradoria-Geral da República na quarta-feira, Pessoa também disse que doou R$ 7,5 milhões à campanha da presidente Dilma Rousseff à reeleição por temer ser prejudicado em contratos com a Petrobras caso não colaborasse.

Segundo o empresário, os valores foram negociados com o tesoureiro da campanha de Dilma, Edinho Silva, atual ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. Edinho e o PT afirmam que todas as doações recebidas foram feitas de acordo com a legislação eleitoral.

Pessoa se comprometeu a pagar uma multa de R$ 50 milhões na delação premiada. Esse valor é a segunda maior quantia entre os delatores da Operação Lava Jato. O maior valor foi pago por Pedro Barusco, ex-gerente da Petrobras, de US$ 97 milhões (R$ 295 milhões).

Outro lado
Edinho Silva disse que se encontrou com Ricardo Pessoa, mas que apenas tratou de pedidos de doação dentro da lei, sem envolver a Petrobras.

O advogado do senador Edison Lobão, Antonio Carlos de Almeida Castro, disse que não iria comentar, porque não conseguiu confirmar a citação ao ex-ministro.

 

Fonte: Terra

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