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SP: candidatos pretendem evitar confrontos no primeiro debate

2 ago 2012
20h12
atualizado às 20h27

Os candidatos à prefeitura de São Paulo se enfrentam pela primeira vez em um debate televisionado na noite desta quinta-feira. O debate será realizado pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação e dará aos candidatos a primeira oportunidade de exporem e debaterem suas ideias com seus adversários.

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Dos 12 candidatos ao cargo, oito - José Serra (PSDB), Celso Russomanno (PRB), Fernando Haddad (PT), Gabriel Chalita (PMDB), Paulinho da Força (PDT), Soninha Francine (PPS), Levy Fidelix (PRTB) e Carlos Giannazi (PSOL) - estarão presentes no debate.

Anaí Caproni(PCO), Ana Luiza Figueiredo (PSTU), Miguel Manso (PPL) e José Maria Eymael (PSDC) não participarão por conta de uma resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que determina que as emissoras só são obrigadas a convidar os candidatos de partidos representados na Câmara Federal. Como suas legendas não possuem nenhum deputado eleito, os quatro não foram convidados pela emissora responsável.

Estratégias
José Serra (PSDB) usará a mesma estratégia que vem seguindo em sua campanha - de evitar ataques a seus adversários e trazer dados para comparar sua gestão e também a de seu aliado Gilberto Kassab (PSD) às gestões petistas e 'malufistas' na capital paulista - com a intenção de mostrar que é o mais gabaritado para exercer o cargo.

Serra - que não se associará, mas também não tentará distanciar sua imagem de Kassab - solicitou à sua equipe dados de suas realizações quando foi prefeito da cidade e também governador de São Paulo, e pretende trazê-los ao debate com o objetivo de mostrar que é o mais experiente e capacitado para resolver os problemas da capital paulista, em contraposição ao discurso do "novo" apresentado por seus adversários.

Celso Russomanno (PRB), que vem de uma sequência negativa no noticiário, com denúncias de diversas irregularidades e até mesmo envolvimento com o esquema do bicheiro Carlos Cachoeira, se preparou para rebater possíveis ataques de seus adversários utilizando os fatos, e pretende responder aos questionamentos da mesma forma que vem respondendo à mídia nos últimos dias.

Sobre sua ligação com o público evangélico e seu bom desempenho na zona leste de São Paulo nas pesquisas de intenção de votos - onde, segundo a última pesquisa Datafolha, Russomanno aparece com 32% das intenções de voto na região contra 23% de José Serra - o candidato não traçou nenhuma estratégia específica para tentar conquistar o público de outras regiões da cidade e nem de outras religiões.

Fernando Haddad (PT) pretende usar o debate para apresentar suas propostas para a cidade e pontuar questões críticas na gestão Kassab, sem, contudo, focar sua participação em críticas. Segundo matéria do jornal O Estado de S. Paulo, o candidato do PT quer polarizar o debate com Serra, mas deixar temas polêmicos envolvendo a gestão Kassab, aliado do tucano, para os demais candidatos.

Haddad pretende ainda apresentar propostas relacionadas a projetos do governo federal e mostrar suas realizações quando ocupou o Ministério da Educação. Dessa forma, o petista tentará consequentemente associar sua imagem à presidente Dilma Rouseff (PT) e ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O candidato se preparou ainda para responder possíveis questionamentos sobre assuntos polêmicos envolvendo sua gestão como ministro e também o governo federal - como o mensalão, as falhas no Enem e o kit anti-homofobia.

A candidata do PPS, Soninha Francine, empatada tecnicamente na terceira colocação com Haddad, afirmou que pretende usar o espaço para que o público a conheça, e que evitará críticas e provocações. "É muito tentador fazer joguinho, dar alegria para torcida organizada. Mas eu não acho que é isso que ganha votos de indecisos, por exemplo. E o que eu quero é ganhar voto. Quero ser o mais concreta possível, sem fazer provocações."

Com pouco tempo na propaganda eleitoral, Soninha acredita que, com os debates, pode tirar um pouco a desvantagem da pequena exposição na mídia em relação a outros candidatos. "Penso sempre que a TV aberta é a melhor oportunidade que eu tenho de falar com muita gente ao mesmo tempo. Muita gente que não me conhece ou que me conhece muito mal. Eu não posso desperdiçar essa oportunidade no debate", disse.

Fonte: Terra
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