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Soninha critica Dilma, elogia Serra, mas nega aliança com tucano

2 mai 2012
17h00
atualizado às 17h45
Marina Novaes
Vagner Magalhães
Direto de São Paulo

A pré-candidata do PPS à prefeitura de São Paulo, Soninha Francine, não poupou de elogios o ex-governador José Serra (PSDB), durante sabatina promovida pelo Terra e pelo SBT na tarde desta quarta-feira. Ela, porém, descartou se aliar ao tucano - para quem trabalhou nas eleições presidenciais de 2010 - e disse não haver "a menor chance" de abrir mão de sua candidatura para compor uma chapa como vice de Serra.

Soninha sobre José Serra: "imbatível ninguém é"

"Tanto não há chance que o PSDB não tem nem pressionado (o PPS). Claro que tem sempre uma brincadeira quando vou nos eventos, o pessoal do PSDB me chama de 'nossa vice', mas não tem nada de sério nisso", afirmou a ex-vereadora, que admitiu ter sido sondada "lá atrás". "A gente disputa para valer (a eleição municipal). Quero muito ir ao segundo turno, quero muito ser prefeita e tenho disposição para continuar lutando", completou.

Se por um lado o tucano ganhou elogios - Soninha afirmou que Serra é o político atual a quem ela mais admira -, a presidente Dilma Rousseff (PT) e o ex-presidente Lula receberam críticas ao longo da entrevista. "O governo Dilma é uma continuação de quase tudo o que eu desaprovei no governo Lula", afirmou a ex-vereadora, que deixou o PT para migrar para o PPS.

Soninha contou que na semana passada esteve reunida com Celso Russomano (PRB), que a chamou para conversar sobre a possibilidade de um candidato único para enfrentar Fernando Haddad (PT) e José Serra (PSDB). Outros candidatos como Netinho de Paula (PCdoB), Gabriel Chalita (PMDB) e Paulinho da Força (PDT) também fazem parte dessa negociação. "Hoje é muito importante que o PPS tenha um candidato para a disputa em São Paulo, pensando em nível nacional. Não há a menor possibilidade de desistirmos da candidatura. Mesmo com o PSDB não há nenhuma negociação. Inclusive, eles não tem nos procurado para isso", disse.

Propostas
Questionada sobre o que faria para melhorar o trânsito na cidade, Soninha defendeu a implantação do pedágio urbano em algumas regiões. "Vai chegar um ponto em que a população vai pedir uma solução como o pedágio urbano, como aconteceu em Nova York, porque o congestionamento custa mais caro. O pedágio urbano não seria para a cidade toda, mas a algumas regiões, como o Centro", afirmou, explicando que altos índices de congestionamento geram gastos com combustível e despesas com a saúde.

Ela disse ainda que irá priorizar a "reocupação" da região central, se eleita, como forma de aproximar o trabalhador das áreas com maior concentração de trabalho na capital paulista. Já em relação à educação, a ex-vereadora escolheu a falta de vagas em creches como um dos maiores problemas da gestão atual.

Temas polêmicos
Soninha voltou a defender a descriminalização da maconha, embora afirme que fumar contrarie sua religião - ela é budista. "Esse sistema em que é proibido se consumir maconha faz com que, na prática, os bandidos tenham um monopólio sobre a venda", justificou, comparando a droga ao tabaco: "Eu sou antitabagista, mas ainda bem que quem produz cigarro é a Souza Cruz e não o Primeiro Comando da Capital (PCC)."

A pré-candidata também disse ser pessoalmente contrária ao aborto, mas defendeu a regulamentação da prática, desde que haja regras."Quem tem dinheiro, faz aborto seguro. Quem não tem dinheiro faz barbaridades com o corpo para abortar", justificou. Soninha ainda defendeu que os chamados "cargos de livre provimento", ou "nomeação", em que não há concurso público para a contratação, devam ser ocupados por pessoas com capacidade para o cargo, não se excluindo nem mesmo parentes.

O primeiro concorrente à prefeitura de São Paulo sabatinado foi Fernando Haddad (PT), entrevistado no dia 25 de abril. Depois de Soninha, as sabatinas Terra/SBT recebem Gabriel Chalita (PMDB) no dia 7 de maio; Paulinho da Força (PDT) no dia 14 de maio; Netinho de Paula (PCdoB) no dia 16 de maio; e Celso Russomanno (PRB) no dia 21 de maio. José Serra, pré-candidato do PSDB, foi convidado a dar entrevista no dia 23 de maio, mas ainda não confirmou presença.

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Fonte: Terra
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