0

Serra ganha beijo na boca: "achei que tinha sido erro de pontaria"

27 set 2012
15h49
atualizado às 17h18
  • separator
Ricardo Santos
Direto de São Paulo

Durante ação de campanha visitando lojas na rua José Paulino, tradicional circuito de compras na região central da capital, o candidato do PSDB à prefeitura de São Paulo, José Serra, foi pego de surpresa e, ao cumprimentar uma lojista, ganhou um beijo na boca. Encabulado, Serra foi trocar uma palavra com a eleitora e ganhou outra bitoca, desta vez mais próxima do alvo. "Eu amo ele, quero casar com ele", disse a vendedora.

Serra é beijado por eleitora durante ato de campanha em São Paulo
Serra é beijado por eleitora durante ato de campanha em São Paulo
Foto: Diogo Moreira/Frame / Especial para Terra

Conheça os candidatos a vereador e prefeito de todo o País
Acompanhe as pesquisas eleitorais
Veja o cenário eleitoral nas capitais
Confira quanto ganham os prefeitos e vereadores nas capitais brasileiras

"Eu achei na primeira vez que tinha sido erro de pontaria, e aí fiquei assim. Aí veio a segunda vez, então já não era erro de pontaria", comentou o candidato depois, corado após ser perguntado sobre o tema. "É a primeira vez. Faço campanha há muito tempo, nunca aconteceu isso de me pegar distraído."

Acompanhado por numerosa militância do PSDB e da União Geral dos Trabalhadores (UGT), cujo presidente, Ricardo Patah, é ligado ao PSD, Serra caminhou algumas centenas de metros e cumprimentou lojistas e eleitores. Em relação ao comércio, o tucano prometeu uma parceria público-privada para instalar rede elétrica subterrâneaa da rua José Paulino, além de construir estacionamentos de ônibus e hotéis na região do Pari, antigo bairro industrial próximo à região.

'Guerra ao crack'
Durante a caminhada, além do comércio, Serra foi abordado por eleitores que pediram ações sobre a Cracolândia, como é conhecida a região que concentra usuários de crack, próxima dali. "Eu vou continuar e vou ampliar e intensificar a guerra ao crack. Porque Cracolândia não é uma coisa boa, não é um problema de direitos humanos. Direitos humanos é atender essas pessoas, é induzi-las a serem tratadas", afirmou o tucano, e criticou o PT e a política federal de combate às drogas.

"Nós fizemos muitos leitos de clínica de reabilitação e o Ministério da Saúde não dá um centavo para isso", disse ele, citando o Complexo Prates - centro de atendimento social e saúde inaugurado em março deste ano, com dois meses de atraso, com presença do prefeito Gilberto Kassab (PSD), do governador Geraldo Alckmin (PSDB) e do ministro da Saúde, Alexandre Padilha. "Eles não deram nada de dinheiro, aquele ministro da Saúde, que é bom pra aparecer e ruim pra fazer veio aí, fez um fru-fru e deu a ideia de que o governo federal estava fazendo, e o governo federal não está fazendo nada."

Indagado sobre a ação da Polícia Militar na Cracolândia no início deste ano, Serra elogiou a iniciativa e disse que ela foi "mistificada". "Foi uma boa ação e muito mistificada, inclusive teve efeitos muito concretos, essa ação. Agora, você tem que continuar, a luta não para, quando o crack abaixou de preço 50 vezes, como aconteceu no Brasil, por frouxidão do governo federal, é muito difícil você frear o consumo. O PT tem uma política frouxa com relação à questão do crack", criticou ele.

Veja também:

Queiroga diz ainda esperar chegada de 'kit intubação' e abertura de nova compra
Fonte: Terra
publicidade