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Serra diz que 'kit gay' distribuído em SP é diferente do de Haddad

15 out 2012 16h38
| atualizado às 18h16
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Renan Truffi
Direto de São Paulo

O candidato do PSDB à prefeitura de São Paulo, José Serra, confirmou nesta segunda-feira que distribuiu um kit anti-homofobia para professores da rede pública de ensino em 2009, quando era governador. O tucano disse, no entanto, que o guia feito pelo Estado é "diferente" do material encomendado em 2010 pelo Ministério da Educação (MEC) durante a gestão do atual candidato a prefeito pelo PT, Fernando Haddad. Até a divulgação do fato, o "kit gay" de Haddad, como é chamado pejorativamente, era tema recorrente na campanha eleitoral. Tanto que Serra chegou a dizer que o guia petista fazia apologia ao bissexualismo.

José Serra (PSDB) reconheceu nesta segunda-feira que que a Secretaria de Educação de São Paulo fez um kit anti-homofobia em 2009, durante sua gestão como governador
José Serra (PSDB) reconheceu nesta segunda-feira que que a Secretaria de Educação de São Paulo fez um kit anti-homofobia em 2009, durante sua gestão como governador
Foto: Bruno Santos / Terra

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"Eu avalio em primeiro lugar que é mentira que (o material) é parecido. Quem fez (a matéria) é que devia mostrar qual é a semelhança (entre os dois). O nosso material é correto e dirigido aos professores, para que eles possam lidar com as diferentes situações de preconceito", afirmou o tucano em relação à matéria do jornal Folha de S.Paulo. De acordo com ele, o kit anti-homofobia de seu adversário seria voltado diretamente para os estudantes.

Além disso, Serra disse que sua cartilha, chamada de 'Preconceito e discriminação no contexto escolar - Guia com sugestões de atividades preventivas para a HTPC e sala de aula', não alertava somente sobre preconceito sexual.

"Não é um material voltado para a natureza sexual, mas também a preconceito de classe, religioso, material voltado para a família. Tanto que na época ninguém reclamou. É um material voltado aos professores, é um livrinho. Não tem nada a ver com o desastrado kit gay do Fernando Haddad que custou R$ 800 mil e está ai sem produzir...perdão...e não envolve nenhuma medida positiva. E ainda gastou R$ 800 mil e o TCU (Tribunal de Contas da União) está cobrando esse dinheiro", disse.

O kit de Serra foi criado pelo governo do Estado, em parceria com a Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE). O material sugere o uso de imagens de meninas se beijando e homens se abraçando e é entregue a professores, mas não é de uso obrigatório, informou a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo.

Ao final da entrevista coletiva, o candidato do PSDB chegou a sugerir ainda que a divulgação do fato tem "dedo" do ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Dirceu é réu no processo do mensalão, que está sendo julgado no Supremo Tribunal Federal (STF). "Foi mal feito (o kit de Haddad). Eu vi alguns vídeos. Não são iguais. Essa matéria tem dedo do Zé Dirceu. Só pode ser isso. É mentirosa, só pode estar o Zé Dirceu por trás", acusou.

Irritado
Serra não gostou quando foi perguntado sobre o tom agressivo que adotou em sua propaganda eleitoral na TV. Nesta segunda, a campanha do tucano usou o escândalo do mensalão para criticar seu adversário. Questionado se era uma estratégia por estar atrás nas pesquisas de intenção de voto, ele reagiu:

"Não sei, eu não vi", negou antes de ironizar a repórter. "Vai lá para o Haddad. É a pauta dele. Não precisa ter uma assessora a mais para ele. Vai lá direto", disse como se a profissional estivesse a serviço da campanha do PT. As declarações foram dadas depois de visita o bairro Cidade Ademar, na extrema zona sul da capital paulista.

Fonte: Terra
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