0

Serra critica discurso de "renovação" do PSDB após derrota em SP

31 out 2012
09h01

Após ser derrotado no segundo turno da disputa pela prefeitura de São Paulo, José Serra (PSDB) teria enviado e-mails e feito ligações a correligionários criticando a adoção do discurso sobre a necessidade de "renovação". Segundo O Estado de S. Paulo, o tucano afirmou que a tese, defendida por seus aliados depois do resultado das urnas no domingo, 28, só interessava ao PT, e que a ideia de trazer novos nomes ao PSDB seriam uma traição à candidatura do ex-governador paulista. Serra teria afirmado que sua candidatura surgiu de pressão do partido, que o via como melhor opção para vencer os petistas. Lula, principal defensor da candidatura do ex-ministro Fernando Haddad (PT), que se elegeu em 2012, acreditava que o partido do governo federal precisava de um nome novo e com maior inserção na classe média em São Paulo. Até então, Marta Suplicy (PT) era a candidata do partido, enquanto Serra e Alckmin se revezavam na disputa pelo lado dos tucanos.

Serra foi derrotado por Haddad por 55.57% a 44.43%, números próximos aos das pesquisas de intenção de voto divulgadas ao longo da semana
Serra foi derrotado por Haddad por 55.57% a 44.43%, números próximos aos das pesquisas de intenção de voto divulgadas ao longo da semana
Foto: Léo Pinheiro / Terra

Veja o cenário eleitoral no País
Veja os salários dos prefeitos e vereadores das capitais

Serra também criticou as declarações do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, ainda no domingo, de que "a renovação é necessária sempre e o Brasil está mostrando isso mais uma vez". FHC ressaltou que o candidato derrotado à prefeitura paulistana ainda tem "possibilidade de continuar sua carreira" e que a entrada de novos integrantes ao partido não elimine os "antigos líderes". Serra ainda avaliou, no contato com correligionários, que os principais pontos fracos de sua campanha foram a rejeição do atual prefeito Gilberto Kassab (PSD) e o fato de que o tucano abandonou a prefeitura após um ano e três meses de mandato em 2006, quando se elegeu ao governo do Estado. Depois que Serra conversou com seus aliados, alguns deles também rejeitaram a tese da renovação. Aloysio Nunes (PSDB-SP) disse no Senado, na segunda, que "muitos daqueles que hoje falam 'ah, o novo' imploraram para José Serra ser candidato a prefeito de São Paulo", e o ex-governador Alberto Goldman classificou como "bobagem" a ideia de que "a renovação é a escolha de pessoas jovens".

Fonte: Terra
publicidade