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Senadores: recusa do 3º mandato levou Lula à lista da 'Time'

29 abr 2010
17h16
atualizado às 17h24
Laryssa Borges
Direto de Brasília

A recusa pública de uma eventual mudança na Constituição para garantir a possibilidade de um terceiro mandato foi um dos fatores, na avaliação de senadores petistas, que permitiu que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fosse alçado ao patamar das personalidades mais influentes feito pela revista americana Time. Já entre os parlamentares da oposição há opiniões diferentes. Enquanto o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), concorda, o senador Alvaro Dias (PSDB-PR) considera "muito subjetivo" o critério da publicação para incluir Lula na lista.

Sem propor um ranking, a publicação também elenca entre os influentes o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, presidente da empresa de computadores Acer, J.T Wang, o chefe do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos, o Mike Mullen, além do assessor sênior do secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Ron Bloom.

"Ele recusou desde o início essa história de terceiro mandato, mostrando que é um estadista", disse o senador Augusto Botelho (PT-RR). Para o senador Eduardo Suplicy (PT-SP), com o "sentimento de aperfeiçoar as instituições democráticas", Lula avaliou que uma pessoa de sua equipe poderia levar adiante seus propósitos. "Ele escolheu a Dilma para levar adiante a meta de cumprir os anseios maiores (da população). Caminhou na direção correta e deixa agora o caminho para que a sua principal ministra", disse o parlamentar.

Oposição
Para o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra, a recusa de Lula à tese do terceiro mandato reforçou o papel do presidente como líder democrático, o que facilitou na sua inclusão na lista da Time.

"Lula é um líder evidentemente popular no Brasil e fora do País. (A recusa do terceiro mandato) deve ter ajudado na eleição (da Time) quando ele reafirmou seu compromisso com a democracia", disse.

Na avaliação do senador Álvaro Dias, no entanto, a revista utilizou um critério "muito subjetivo" ao eleger o mandatário brasileiro como um dos mais influentes do planeta, além de ter se baseado no programa Fome Zero, que não teve o desempenho esperado pelo governo e foi substituído pelo Bolsa Família.

"O que vi na imprensa foi o Fome Zero, que é um programa que não existe. Morreu no nascedouro. Não levo a sério esse tipo de promoção porque existe um critério que desconheço. Esse tipo de evento (eleição dos mais influentes) fica sob suspeição sob o meu critério de análise", comentou Dias.

Fonte: Terra
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