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21 de setembro de 2012 • 00h04 • atualizado às 00h08

RS: favorito, Fortunati vira alvo e critica dobradinha PT-PCdoB

Prefeito e candidato à reeleição, José Fortunati (PDT) defende sua gestão dos ataques de seus adversários
Foto: Nabor Goulart /Agência Freelancer / Terra
 
Murilo Matias
Direto de Porto Alegre

Principais adversários do prefeito e concorrente a um segundo mandato, José Fortunati (PDT), os candidatos Adão Villaverde (PT) e Manuela D'Ávila (PCdoB) subiram o tom das críticas contra o pedetista no debate realizado pela TV COM na noite desta quinta-feira. O fim da primeira fase das eleições e o crescimento de Fortunati nas últimas pesquisas de opinião estão entre os motivos de uma maior contestação por parte da comunista e do petista em relação ao atual prefeito.

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Manuela classificou a administração de Fortunati como um "governo de quatro meses", enquanto Villaverde afirmou que a atual gestão "não assume seus compromissos". O prefeito evitou entrar em embate direto com seus concorrentes. Ele preferiu adotar uma postura mais apaziguadora, apresentando suas propostas e realizações em sua gestão. O pedetista chamou atenção para a articulação entre petistas e comunistas.

Apesar do acirramento, o formato do debate limitou as ações. Em nenhuma oportunidade, a candidata comunista pode questionar diretamente Fortunati; em virtude do sorteio realizado previamente. Apesar disso, os candidatos aproveitaram o tempo de perguntas e respostas, para tecer criticas a gestão de Fortunati.

Entre os candidatos menos cotados, segundo as recentes pesquisas de intenção de voto, o destaque ficou por conta do candidato do Psol, Roberto Robaina, que desferiu ataques aos principais concorrentes tendo a bandeira da ética e do combate à corrupção como base de seus questionamentos.

Wambert Di Lorenzo, do PSDB, afirmou no final do debate que caso o PT não vença a eleição, a legenda deverá "virar as costas para Porto Alegre", em referência ao argumento de Villaverde, de que a cidade tem a oportunidade de ter um governo alinhado às administrações estadual e federal, ambas sob a gestão do PT.

O debate, que aconteceu a menos de 20 dias da eleição, teve a participação de seis dos sete candidato a prefeito de Porto Alegre. Entre os candidatos da capital, somente Érico Côrrea, do PSTU, não participará do encontro devido ao fato de o seu partido não ter representação na Câmara Federal.

Terra