As imagens dos alagamentos que se formaram em vários pontos de Porto Alegre devido a dois dias de intensas chuvas na cidade não foram exploradas pelos candidatos de oposição ao atual governo, que preferiram centrar suas críticas, mais uma vez, na gestão da saúde pública em seus programas eleitorais desta quarta-feira. Principal adversária à tentativa de reeleição de José Fortunati (PDT), a deputada federal Manuela D'Ávila (PCdoB) apresentou em seu horário uma senhora idosa reclamando do fato de ter que se dirigir aos postos de saúde nas madrugadas e encarar filas para tentar ser atendida.
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Em contrapartida, a comunista mostrou o exemplo de Canoas, onde as consultas são feitas por teleagendamento, prometendo implantar o mesmo sistema na capital, além de investir nas equipes de saúde da família e na informatização de todo o sistema. Manuela ainda citou o novo hospital da Restinga e afirmou que irá promover uma gestão eficiente no espaço, diferentemente do que a atual administração vem fazendo de acordo com os dados apresentados em seu programa, que apontam 75 mil moradores da capital esperando para serem atendidos pelo sistema público de saúde.
Em linha parecida, o candidato do PSTU, Érico Côrrea, apresentou uma servidora da área da saúde reclamando do pouco apoio dado pela prefeitura aos profissionais, que, segundo o concorrente, sofrem ainda com salários arrochados. Para Côrrea, Manuela, Fortunati e o PT estão comprometidos com o pagamento da dívida, condição que não permite uma melhora efetiva na área da saúde, que requer altos investimentos.
O prefeito e candidato a um segundo mandato, Fortunati, por sua vez, centrou seu programa na questão dos investimentos culturais realizados pelo Executivo e destacou o 20 de setembro, "dia especial para os gaúchos". Além da exaltação da data Farroupilha, o pedetista citou a reestruturação do Porto Seco e do teatro Araújo Viana e a construção do teatro Elis Regina, e o investimento em eventos, como exemplo de seu apoio ao segmento.
A semana farroupilha também teve espaço destacado no tempo do candidato petista, Adão Villaverde. O deputado estadual apareceu visitando o acampamento na capital e voltou a defender as gestões do PT à frente da prefeitura de Porto Alegre, com elogios ao orçamento participativo, à implementação de corredores de ônibus e da coleta seletiva. Além disso, Villaverde citou a presidente Dilma e o fato de que 46 milhões de pessoas ingressaram na classe média nos últimos anos. Para que a capital gaúcha acompanhe o desenvolvimento do país, o petista afirmou que a cidade precisa parar de "perder uma oportunidade atrás da outra" e garantiu que caso assuma o Executivo a parceria com os governos estadual e federal será mais efetiva.
Também apostando na força de sua legenda, o tucano Wambert Di Lorenzo apresentou as credenciais do PSDB, segundo ele, partido caracterizado pela excelência na gestão, rigor fiscal, desenvolvimento e combate à inflação. Wambert garantiu, uma vez mais, ser a única alternativa de oposição para a cidade. Também se considerando uma alternativa de oposição, o candidato Roberto Robaina (Psol) exibiu depoimentos de líderes comunitários de seu partido reclamando da falta de investimentos em moradia em diferentes regiões da capital. Jocelin Azambuja, do PSL, apresentou suas propostas para a melhoria do trânsito, antes da finalização do metrô, que só deve estar em funcionamento a partir de 2017.
