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RJ: Psol fecha aliança inusitada com DEM e PSDB em Resende

18 jun 2012
07h52
atualizado em 19/6/2012 às 07h48

O PSOL costuma adotar como linha de atuação uma rigorosa análise de suas lideranças partidárias, o que se refletiu, por exemplo, na ausência de uma coligação em torno da candidatura de Marcelo Freixo para a Prefeitura do Rio de Janeiro. Mas até o partido, considerado radical nas suas escolhas eleitorais, estaria deixando isso de lado em troca de votos em algumas oportunidades.

É o caso da disputa em Resende, no interior do estado do Rio. Nesta semana, os psolistas teriam acertado o apoio à chapa do atual prefeito, José Rechuan (PP), que já contava com o apoio de DEM e PSDB. Com isso, socialistas e tucanos dividiriam o mesmo palanque.

O Psol ainda faria parte de um bloco inusitado nas eleições proporcionais (para vereadores): juntou forças com PRTB, PSC e PCdoB.

"Informações para prejudicar o Psol"
Segundo o Jornal do Brasil, as informações - que acabaram reproduzidas no veículo - são falsas e há uma nítida tentativa de queimar o Psol nas próximas eleições.

A indignação dos militantes foi imediata. Para culminar, no domingo (17), ao aprovar a orientação para as coligações, a direção do partido proibiu qualquer aproximação com PSDB, DEM, PMDB, PTB, PR e PP.

Mais incrível ainda é que o Psol, na verdade, não existe na cidade, como destaca Marcos Paulo Alves, diretor estadual do Psol-RJ:

"Estão usando o nome do partido indevidamente. Não existe essa possibilidade. Não tendo diretório municipal ou mesmo comissão provisória, como é o caso, é impossível haver alianças oficiais ou mesmo que alguém se lance candidato pelo Psol na cidade. De repente, pode haver algum filiado do partido, que não se identifica com nossa ideologia partidária, ter dito que apoia A ou B. Mas não existiu nenhuma deliberação do partido, em nenhum nível, sobre apoio formal à situação em Resende", esclareceu.

Jornal do Brasil Jornal do Brasil
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