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Rio: Freixo diz que aceitaria apoio do PSDB em eventual 2º turno

11 set 2012
12h48
atualizado às 13h09

Candidato à prefeitura do Rio de Janeiro pelo Psol, Marcelo Freixo afirmou que aceitará e será "bem vindo" o apoio de partidos como o PSDB e PV, caso chegue ao segundo turno das eleições municipais. Em entrevista à rádio CBN, na manha desta terça-feira, o deputado estadual disse, no entanto, que considera difícil que os tucanos optem por apoiar a sua candidatura.

De acordo com o concorrente, a política de alianças será mantida em um eventual segundo turno. "Se chegarmos ao segundo turno, é porque nosso projeto (de não ter amplas alianças partidárias) deu certo. Não tem por que mudar isso no segundo turno então", garantiu.

Freixo, em segundo lugar na disputa, mas distante do prefeito Eduardo Paes (PMDB) nas pesquisas, aposta todas as fichas no comício que fará na Lapa no dia 21 de setembro para dar a "arrancada" definitiva na sua candidatura e conquistar o direito de disputar o segundo turno das eleições. "Se chegarmos ao segundo turno, é muito difícil que a gente perca essa eleição. Por isso o desespero pleno do prefeito para acabar com a eleição no primeiro turno", afirmou.

Questões partidárias
Na entrevista, Freixo foi questionado sobre a tímida presença do seu vice, Marcelo Yuka, na campanha. Segundo afirmou um jornalista, Yuka chegou a dizer que tinha vergonha de pedir voto e questionava até mesmo a política partidária do Psol. "O Yuka foi uma grande escolha. Ele não é o político profissional. isso é muito bom. E também olha para o Rio de Janeiro com os olhos da arte", contemporizou.

Sobre a polêmica envolvendo a filiação ao PSol do candidato a vereador Berg Nordestino, suspeito de ligação com milícias, ele voltou a dizer que seu partido não falhou ao deixá-lo ingressar na legenda. "Não estamos dizendo que ele é miliciano. Não havia a menor possibilidade de o partido identificar nele um miliciano. Cabe à justiça descobrir isso". Segundo Freixo, o processo de expulsão de Berg da sigla, que está em curso, se deve ao fato de ele ter comprovadas "relações políticas" com o ex-vereador Deco, preso por envolvimento com grupos paramilitares.

Propostas de governo
Ainda durante sua participação na rádio CBN, Freixo negou que pretenda acabar com o sistema de BRTs (corredor expresso de ônibus) na cidade, mas disse que o projeto foi implantado pela gestão Eduardo Paes de forma autoritária. Outro ponto rechaçado foi o aumento do IPTU. "Não tem sentido aumentar, mas uma reforma tributária é necessária, sim".

O tema tem sido recorrente na campanha de Freixo. Em debate realizado com um grupo de artistas do audiovisual no início do mês, onde se discutia redução do ISS, ele chegou a questionar os motivos de "muita gente não pagar IPTU no Rio" atualmente.

Questionado por um ouvinte sobre como pretende governar sendo oposição a todos, o concorrente do PSol voltou a dizer que, se eleito prefeito, terá "uma relação republicana" com o governo federal e ainda fez menção indireta ao governador Sérgio Cabral (PMDB). "Não preciso ir para Paris tomar champanhe com guardanapos na cabeça com ninguém para ter boas relações com o governo. Fui militante do PT por 20 anos e lá tenho grandes amigos. Não preciso ser cúmplice, e sim ter relação republicana".

Impedido de assistir ao show que Chico e Caetano fazem nesta noite para arrecadar dinheiro para sua campanha, Freixo afirmou: "A Justiça exagera ao me impedir de ir, mas eu não vou questionar. Já tenho problema demais. Ter os dois juntos, e arrecadando para a campanha, já valeu qualquer coisa que a gente fez até agora".

Fonte: Terra
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