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"PSDB lançará candidato em dois anos", diz Sérgio Guerra

31 out 2010
23h47
atualizado em 1/11/2010 às 01h51
Rafael Nardini
Direto de São Paulo

O presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra, afirmou neste domingo (31), logo após o pronunciamento do candidato derrotado à presidência da República, José Serra, que a intenção do partido é lançar um candidato à presidência dentro de dois anos. No entanto, Guerra se esquivou de responder se esse possível nome para 2012 seria do senador eleito por Minas Gerais, Aécio Neves. "Vai sair do PSDB ou dos partidos coligados", disse.

Para sociólogo, Serra sai diminuído da campanha

Sérgio Guerra deu uma concorrida coletiva ainda dentro do Comitê de Campanha tucano. Segundo ele, após a derrota, a legenda priorizará uma oposição "democrática e firme".

Para o presidente do PSDB, o partido enfrentou uma campanha "extremamente desequilibrada desde o período anterior à oficialização das candidaturas". "Foi uma campanha (de Dilma Rousseff) denunciada na Justiça dezenas de vezes. O próprio presidente Lula riu deles. Quando ele foi multado, achou graça", completou.

O coordenador da campanha tucana também criticou o governo federal após o resultado das eleições afirmando que "a tendência deste governo (Lula e Dilma) é aparelhar o Estado". "A questão que está aí é o aparelhamento do Estado. Privatizar ou não é uma falsa questão", disse.

Para ele, a nova presidente deve discutir o assunto. "Se a Dilma tiver força é o que ela deve fazer. Serra já serviu muito ao Brasil e acaba de servir novamente".

"Os partidos da nossa aliança tiveram erros e acertos. Isso tem que ser visto com calma e tranquilidade para que, no futuro, daqui dois anos, tenhamos um candidato do nosso conjunto à presidência da República para que seja uma campanha fecunda espalhada pelo País inteiro com base em todos os cantos", disse, acrescentando que "os meios dos adversários são muito maiores do que os nossos e eles não respeitam a lei".

"Eles tinham uma força enorme, imensa e nós não tínhamos organização e estrutura para enfrentar tudo isso. E o caminho da democracia não foi respeitado. Ele precisa ser respeitado", concluiu.

Dilma Rousseff confirmou matematicamente a vitória pouco mais de uma hora após o fim da votação em todo o Brasil, somando 55% dos votos, enquanto José Serra (PSDB) teve 44%. O índice de abstenção foi de 21%.

Fonte: Terra
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