
- Thaís Sabino
O Sindicato dos Metroviários de São Paulo rebateu a acusação do governador Geraldo Alckmin (PSDB) de que a greve do Metrô seria causada por um "grupelho, com motivação político-eleitoral", conforme o Bom Dia Brasil. "O sindicato não é dirigido por nenhum partido, ele disse isso para se eximir da responsabilidade. Alckmin deveria ter uma conversa com Deus, pois mentir é pecado", protestou o secretário de comunicação do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, Ciro Moraes dos Santos.
O vereador Chico Macena (PT) classificou a atitude de Alckmin como "típica de tucano". "Toda a incapacidade do governo, ele quer colocar atrás desse biombo de acusar a greve de política eleitoreira", disse. Ele ainda ressaltou que a diretoria do Sindicato dos Metroviários de São Paulo não é formada por integrantes de filiados ao PT. "Se ele pensou no PT, além de tudo é desinformado", argumentou.
O secretário de comunicação do sindicato confirmou. Segundo Santos, existem membros do sindicato filiados a diversos partidos. "O secretário de Patrimônio (Messias Justino dos Santos) é filiado ao PPS, por exemplo, base aliada ao governo do Alckmin", afirmou. "O presidente do sindicato Altino (Altino de Melo Prazeres Júnior), é filiado ao PSTU; o vice-presidente (Sérgio Renato da Silva Magalhães), ao Psol; e o secretário-geral Pasin (Paulo Roberto Veneziani Pasin), ao Psol", listou Santos, que não é filiado a partidos políticos.
Macena ainda criticou que o PSDB está no governo de São Paulo há cerca de 20 anos e os problemas de transporte e trânsito continuam agudos. "É um jeito de ele se defender", concluiu.
A greve
A greve do metrô - com exceção da Linha Amarela - e de algumas linhas dos trens metropolitanos de São Paulo é motivada por melhores condições salariais. Os sindicatos do Metrô e da Companhia de Trens Metropolitanos reivindicam um reajuste salarial de 5,13%, enquanto o oferecido é de apenas 1,5%. Por conta da parada das linhas, o congestionamento chegou a mais de 200 km na capital paulista, recorde do ano, segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).
De acordo com o Sindicato dos Metroviários, foi apresentada uma proposta ao governo de catraca-livre, que evitaria a paralisação, mas não foi aceita pelo risco de lotação das plataformas e incidentes.

