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Presidente do PSDB de SP prevê oposição mais intensa do partido

1 nov 2010 12h44
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O presidente do diretório estadual do PSDB, Antonio Carlos Mendes Thame, afirmou nesta segunda-feira (1), em entrevista ao Terra TV, que seu partido deve fazer uma oposição mais intensa ao governo da presidente eleita Dilma Rousseff (PT). Com oito governos estaduais sob o comando do partido, o dirigente não soube falar os motivos da derrota de José Serra (PSDB), mas criticou a falta de novas propostas da petista para os próximos quatro anos.

"É difícil dizer onde erramos. Sempre dizem que a vitória tem muitos pais. a vitória esconde todos os erros e a derrota explicita. Os partidos agora tentam encontrar quais os pontos que teve falhas", completou.

Thame também criticou os oito anos de governo Lula e afirmou que era necessária a mudança de poder. "Não houve nada de novo (nos últimos oito anos). Nenhuma medida nova. Só houve a maturação. Essa Bolsa Família é a continuação do que foi implementado no governo anterior (FHC)", defendeu o dirigente.

"Eles acolheram e cuidaram bem das conquistas do governo anterior. Eles mantiveram e foram muito elogiados por isso. Mas depois de 16 anos, essas conquistas se esgotam. Não dá para viver em função do passado. A escolha pelo Serra era um salto de qualidade da nossa economia. Infelizmente, o povo, que dá a última palavra, escolheu a Dilma. Ela só se defendeu e não apresentou nada novo", afirmou.

Mendes Thame também elogiou a postura de Serra na campanha eleitoral e afirmou que o presidenciável tucano sai fortalecido da eleição. "Ele sai do tamanho de seu currículo, de seu caráter. Durante toda a campanha ele mostrou ser preparado para o Brasil dar um salto de qualidade para alcançar aqueles países que estão se destacando."

Citando o nome dos governadores eleitos pelo PSDB Geraldo Alckmin, em São Paulo, Aécio Neves, em Minas Gerais, Beto Richa, no Paraná, e Simão Jatene, no Pará, o dirigente também não cravou qual o destino de Serra na política, mas garantiu que o PSDB será o principal partido da oposição e que tem nomes para a sucessão presidencial.

"É difícil fazer uma premonição. Depende das circunstâncias. Ele (Serra) é uma grande reserva moral, uma reserva política de nosso partido", afirmou. "Um partido tem que ter propostas, uma atuação forte, firme e, em terceiro lugar, ter nomes fortes. E temos nomes fortes", concluiu.

Fonte: Terra
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