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Presidente do Paraguai comemora a vitória de Dilma Rouseff

1 nov 2010 14h23
| atualizado às 14h46
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O presidente do Paraguai, Fernando Lugo, mostrou-se muito contente com a vitória de Dilma Rouseff nas eleições presidenciais brasileiras, segundo seus porta-vozes. "O presidente felicitou Dilma Rouseff por telefone. Sua eleição beneficiará muito o Paraguai", afirmou o ministro da Justiça, Humberto Blasco, depois da reunião de gabinete com o chefe de Estado.

O secretário da presidência, López Perito, por sua vez, disse que com Dilma Rouseff o Paraguai "tem a garantia de que as negociações com o Brasil, no que diz respeito à hidrelétrica binacional Itaipu, vão continuar". Lugo e Lula assinaram mais de 30 acordos em 25 de julho de 2009 em Assunção, entre os quais se destacam seis reivindicações paraguaias em relação à Itaipu.

Os acordos devem ser ratificados pelo senado brasileiro para sua entrada em vigor. "O presidente espera que, depois da posse do novo governo, possam ser retomadas todas as conversações", afirmou López Perito, reiterando que a vitória de Rouseff "é um motivo para que os paraguaios estejam contentes".

Brasil é o principal sócio comercial do Paraguai
O embaixador brasileiro em Assunção, Eduardo dos Santos, assegurou que Rouseff será a continuidade de Lula e acrescentou que a cooperação brasileira será "a mesma de sempre". "Dilma representa a continuidade de um bem sucedido projeto político, conduzido pelo presidente Lula", explicou.

Eduardo dos Santos enfatizou que Lula se esforçou muito para estabelecer uma cooperação que se vê nos fatos. Mencionou neste sentido a construção de uma rede elétrica de transmissão de energia, de 400 km, entre a represa Itaipu e a capital paraguaia, com um financiamento brasileiro de 500 milhões de dólares através do Fundo Para a Convergência Estrutural do Mercosul (Focem). "O Paraguai é um sócio fundamental para o Brasil", enfatizou.

Ao lado da candidata, durante comício no Rio de Janeiro em julho, Lula disse que colocaria a mão no fogo por Dilma
Ao lado da candidata, durante comício no Rio de Janeiro em julho, Lula disse que colocaria a mão no fogo por Dilma
Foto: Roberto Stuckert Filho / Divulgação
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