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No JN, Dilma diz que manterá atual política macroeconômica

1 nov 2010 20h55
| atualizado às 22h29
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Após ser eleita a primeira mulher presidente do Brasil, a petista Dilma Rousseff declarou que pretende manter a atual política macroeconômica, durante entrevista para o Jornal Nacional, da Rede Globo, na noite desta segunda-feira (1).

Questionada sobre a questão cambial e a valorização de moedas, Dilma afirmou que os indícios de que exista uma guerra cambial são fortes. "Eu acho que o câmbio é flutuante. Mas o indício de que há uma guerra cambial é muito forte. Uma das coisas importantes são as reuniões multilaterais", afirmou. Para a presidente eleita, "manipular câmbio não resolve coisa alguma". No entanto, ela defendeu "forte compromisso" com o câmbio flutuante.

Ditadura e governo Lula
Dilma disse ainda que durante o período da ditadura "jamais acreditou que o Brasil fosse se transformar em uma grande democracia" e destinou essa mudança ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

"A juventude não tinha muita opção. Você não podia se manifestar. Uma música, como Apesar de você, do Chico Buarque era tida como absurda. Os caminhos eram fechados. A minha geração deve nesse momento à democracia e, mais do que isso, deve esse momento ao fato que o Brasil ter sido capaz de fazer um processo da democratização na maior legalidade.(...) O mundo foi mudando e eu com o mundo. Agradeço a Deus a oportunidade de participar do governo do presidente Lula. Ali começa o grande sonho da minha geração", enfatizou a candidata.

Questionada sobre seus maiores desejos e anseios, Dilma disse que "ser presidente é um sonho que cada brasileiro esconde no fundo da alma. É a maior realização que a pessoa pode ter dentro do seu País". Ela contou ainda a maneira como recebeu a proposta do presidente Lula para ser sua sucessora. "Quando o presidente começou a dar sinais de que ele queria que eu fosse sua sucessora, a primeira reação que tive foi de achar que não era muito por aí e, aos poucos, eu fui me convencendo".

Ela contou ainda que ao saber da vitória ficou alguns segundos em silêncio. "Nesse momento, você está um pouco anestesiado, é preciso que você pare e pense. Você vai ser responsável por este País continental", declarou Dilma. "Eu chorei depois. Eu chorei por dentro e por fora, um pouco", acrescentou.

Dilma afirmou que seu primeiro ato como presidente eleita vai ser uma reunião com os governadores para debater questões relacionadas à segurança e à saúde. Paralelamente à isso, a petista afirmou que pensará em como deverá realizar a transição política. "Não pretendo fazer anúncios fragmentados, espalhados e desorganizados", disse em relação à escolha de seus ministros.

Nos próximos quatro anos, o País será comandando por uma mulher. Dilma venceu a corrida presidencial no último domingo (31) com 56,05% da preferência do eleitorado, contra 43,95% dos votos recebidos pelo seu adversário, o tucano José Serra.

Dilma Rousseff é entrevistada ao vivo no Jornal Nacional
Dilma Rousseff é entrevistada ao vivo no Jornal Nacional
Foto: Roberto Stuckert Filho / Divulgação
Fonte: Terra
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