atualizado às 10h35

No 1º debate, Manuela e Villaverde se unem contra Fortunati

Debate ocorreu na Câmara de Vereadores da capital gaúcha Foto: Mauricio Tonetto / Terra
Debate ocorreu na Câmara de Vereadores da capital gaúcha
Foto: Mauricio Tonetto / Terra
 
Maurício Tonetto
Demétrio Pereira
Direto de Porto Alegre

No primeiro embate eleitoral pela prefeitura de Porto Alegre (RS), os sete candidatos ao cargo encontraram-se na manhã desta sexta-feira na Câmara de Vereadores do município, apresentaram suas propostas e trocaram farpas, mostrando a tendência da campanha deste ano. De um lado, Adão Villaverde (PT) e Manuela D'Ávila (PcdoB) se uniram em críticas ao atual prefeito, José Fortunati (PDT). A comunista lembrou a imagem de uma idosa diante de um posto de saúde fechado, episódio que motivou um pedido de desculpas por parte da administração pedetista.

"Não julgo que seja um problema de desculpas. É verdade que se investe 21% do orçamento em saúde, mas apenas 10% são destinados à atenção primária. Há uma grave crise na gestão da saúde. Nós não informatizamos a rede, as pessoas continuaram indo de madrugada aos postos e o prefeito fecha o posto de saúde em dia de ponto facultativo, em dia útil", alfinetou a deputada.

Fortunati rebateu dizendo que o problema é antigo e garantiu que estão sendo feitos investimentos representativos em gestão. "O fechamento de leitos não iniciou nesse momento, foi há mais de 15 anos, quando a saúde pública do País começou uma enorme crise. Temos muito a fazer, por isso quero mais quatro anos. Nós erramos, sou humano, admito meus erros, mas vou em busca de soluções. Estamos investindo pesadamente em gestão".

O candidato Wambert Di Lorenzo (PSDB) disse que Manuela e Villaverde estão tentando esconder a "incompetência do governo federal". "Há aqui uma bancada dos governos federal e estadual tentando colocar panos quentes na incompetência. Temos que construir uma gestão em comunhão com as esferas e temos que acabar com esse Gre-Nal na política do Rio Grande do Sul".

Creches e emergências lotadas
Na mesma linha da deputada federal, o candidato petista afirmou que existe uma incompatibilidade no discurso de Fortunati com a realidade. "Os seus números revelam que eles têm uma discrepância com a cidade real. Lá fora, as pessoas não são atendidas nos postos de saúde. Investimentos importantes que poderiam ser feitos na atenção básica e ampliação da saúde da família poderiam fazer com que não houvesse emergências lotadas", criticou.

"Parece que o Adão Villaverde não administrou Porto Alegre em 16 anos. Nós construímos, em oito anos, o triplo de creches do que o PT. Não há consistência em seu discurso. Admitimos as dificuldades, mas estamos em busca de soluções. O governo do Estado deveria investir 12% do seu orçamento, só que coloca apenas 5% na saúde. É muito simples dizer que Porto Alegre deve resolver todos os problemas", defendeu Fortunati.

Adão Villaverde (PT), Érico Correa (PSTU), Jocelin Azambuja (PSL), José Fortunati (PDT), Manuela D'Ávila (PCdoB), Roberto Robaina (PSOL) e Wambert Di Lorenzo (PSDB) participaram hoje do primeiro debate eleitoral, promovido pela Rádio Gaúcha e TVCOM, na Câmara de Vereadores de Porto Alegre.

Terra