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MS: Bernal pretende incluir na gestão nomes do PP nacional

3 dez 2012
21h26

Lucia Morel
Direto de Campo Grande

O prefeito eleito de Campo Grande (MS), Alcides Bernal (PP), pretende incorporar ao secretariado municipal nomes indicados pela sigla nacional. Em coletiva na tarde desta segunda-feira, Bernal disse que "temos que superar essa visão mesquinha de que apenas técnicos daqui que devem ser chamados".

Como a campanha do novo prefeito foi solitária e sem coligação com outros partidos, a alternativa por chamar técnicos de outros Estados e indicados pelo PP pode ser uma medida decorrente da falta de apoio político em Campo Grande e também em Mato Grosso do Sul, que é governado pelo peemedebista André Puccinelli.

Mesmo ressaltando que "Campo Grande tem bons técnicos e em MS também", Bernal afirmou que a ênfase será em "trazer gente com competência, escolhidos em Campo Grande, que fazem parte do PP e também dos partidos aliados".

Atraso
Bernal destacou também a morosidade da equipe de transição da atual gestão em entregar documentos "essenciais" para a efetiva mudança de governo. Lendo uma lista do Tribunal de Contas do Estado (TCE), ele elencou que faltam a documentação e o relatório de diversas atividades, como demonstrativos de saldo para 2013, contratos dos serviços de prestação continuada e de execução de obras, bens e inventários, listagem de funcionários contratados, nomeados e terceirizados, relação de ações movidas contra e pela prefeitura, entre outros. "A entrega da 'papelada' é imprenscindível para que não haja quebra dos serviços sequenciais e que devem ser continuados em 2013", disse o prefeito eleito.

Também foi revelado na coletiva que há R$ 7,9 milhões em projetos da atual gestão parados nos ministérios. Isso, conforme o prefeito eleito, porque não houve resposta da prefeitura da capital quanto aos prazos estabelecidos para garantir o repasse da verba.

São projetos de reforma do Teatro José Octávio Guizzo, construção do Museu de História e do Centro de Excelência em Esportes e ainda projetos para recuperação de áreas degradadas. Só neste último, o recurso perdido é de R$ 1,15 milhão. "Isso tudo devido à letargia da atual administração", finalizou.

Fonte: Especial para Terra
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