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Ministra quer que participação das mulheres nas eleições se amplie

12 set 2012
18h14
atualizado às 19h07

Em evento que comemorou os 80 anos do voto feminino no Brasil, a ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, Eleonora Menicucci, defendeu que os partidos políticos deem mais atenção às mulheres no processo eleitoral e ampliem a presença feminina, cuja participação não pode ser inferior a 30% das candidaturas proporcionais, conforme a Lei das Eleições. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o número de candidaturas femininas alcançou 31,7%, superando o piso da legislação pela primeira vez desde que a lei entrou em vigor, há 15 anos.

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"Outro desafio na reforma eleitoral é a questão do financiamento da campanha. Os partidos precisam considerar que as candidaturas femininas são tão fundamentais quanto as dos homens e, portanto, também precisam de recursos", afirmou, em referência ao desequilíbrio verificado entre homens e mulheres na disputa. Além disso, apesar do cumprimento do índice na disputa pelas cadeiras das Câmaras Municipais nas cidades do país, as mulheres são minoria na corrida pelos executivos locais. Dos 190 candidatos a prefeito nas 26 capitais, apenas 28 (15%) são mulheres.

Sobre os números, Eleonora Menicucci acredita que a mudança do comportamento feminino, a partir da década de 70, quando as mulheres ingressaram de forma efetiva no mercado de trabalho, foi decisiva para o Brasil ter hoje uma presidente mulher. Entretanto, a ministra avalia que o fenômeno da presença de mulheres ainda é tímida nos cargos executivos estaduais e municipais.

"Quando nós olhamos para os executivos estaduais e municipais, isso não se repete, por mais que, nesta eleição, nós tenhamos mais mulheres do que há quatro anos concorrendo a cargos executivos, ou seja, mais mulheres estão considerando a sua autonomia para se candidatar à política", ressaltou a ministra.

Prova de que há espaço para o crescimento da participação feminina no mundo da política são as comparações feitas pela pesquisadora da Fundação Casa Rui Barbosa e professora da Universidade Federal de Juiz de Fora, Cláudia Maria Ribeiro Viscardi. Em seu levantamento ficou demonstrado que apesar de as mulheres constituírem 52% do eleitorado feminino, somente 9% são eleitas. "O nível de eleição de mulheres é inferior a de outros países onde os direitos foram conquistados depois do Brasil. Por que as mulheres não estão sendo eleitas, apesar de ter conquistado esse direito há 80 anos?", questionou.

Agência Brasil Agência Brasil
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