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Lula diz que conversará com Dilma sobre compra de caças

3 nov 2010 12h32
| atualizado às 17h54
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Laryssa Borges
Direto de Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira (3) que pretende discutir com a presidente eleita Dilma Rousseff a consolidação do contrato de compra de 36 aeronaves do tipo caça para a Força Aérea Brasileira. Apesar de as empresas evitarem falar em valores, o contrato deve mobilizar um montante de cerca de 4 bilhões de euros.

O Brasil, que no dia 7 de setembro de 2009 anunciou a decisão política de estreitar as negociações com a francesa Dassault, fabricante do modelo Rafale, tem sido pressionado também pela sueca Saab, que chegou a oferecer à FAB dois caças Gripen ao preço de um Rafale.

Os custos altos da oferta francesa, caso o governo brasileiro escolha os aviões Rafale, são apontados como um fator negativo ao pleito francês. O almirante Edouard Guillaud, chefe do gabinete militar do governo Nicolas Sarkozy, já reconheceu haver "problemas de preço" em relação à proposta da França. Lula afirmou que pretende discutir o assunto com Sarkozy na próxima semana durante a reunião do G20 na Coreia do Sul.

A principal demanda do Brasil para escolher o vencedor entre os três finalistas está na possibilidade de transferência de tecnologia e na chance de empresas brasileiras poderem fabricar as novas aeronaves e as exportar.

A Saab chegou a listar parte da fuselagem, o trem de pouso e radares como componentes que, caso vitoriosa, dividiria o know-how com o Brasil. Em reunião com o ministro da Defesa, representantes do governo francês, por sua vez, se comprometeram com a transferência de tecnologia "completa, sem restrição e sem limite".

Um terceiro concorrente é a norte-americana Boeing. A favor dela contam argumentos como a possível superioridade técnica FA-18 Hornet, além da disposição da empresa americana de desenvolver com a Embraer o cargueiro militar KC-390, a ser vendido para a FAB. A fabricante dos caças não garantiria, no entanto, uma ampla transferência de tecnologia, vetando potenciais transações brasileiras com países não alinhados aos Estados Unidos.

Para Lula, Dilma terá tempo de usar criatividade:
Fonte: Especial para Terra
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