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Haddad defende gestão no MEC e pede "cheque gordo" de Dilma a SP

17 out 2012
16h41
atualizado às 16h57
Dassler Marques
Direto de São Paulo

Candidato do PT à prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, falou sobre situação peculiar no horário eleitoral gratuito desta quarta-feira. Mais cedo, o programa do adversário José Serra, do PSDB, chamou Haddad de "pior ministro de educação da história", afirmação oposta ao do programa petista, que usou o termo "melhor ministro de educação da história". Na tarde desta quarta, o candidato do PT defendeu sua gestão no MEC com a citação de dados, sobretudo o crescimento do acesso às universidades.

"Recebi hoje um manifesto de reitores dizendo que sou o que minha propaganda diz. (...) Um relatório do Banco Mundial diz que o Brasil é o País que mais avançou em aumento de escolaridade e que superou o líder, que era a China. Há um estudo de Harvard dizendo que o Brasil é um dos três países que mais avançou em qualidade da educação. Saiu ontem (terça) o censo da educação superior ontem dando conta de que atingimos 6,7 milhões de matrículas. Veja a expansão do acesso à universidade, sobretudo na camada mais pobre que nem sonhava com isso", analisou o ex-ministro - entre julho de 2005 e janeiro de 2012.

Em rápida visita ao sindicato dos engenheiros do estado de São Paulo, Haddad discursou ao lado do vereador Netinho de Paula, do PCdoB. "O negro, com pele preta, está hoje na universidade como nunca esteve. Passei cinco anos na minha graduação sem conviver com o povo negro de São Paulo. Fiz mestrado e doutorado sem o povo negro de São Paulo. Hoje, a universidade é mais plural. Essa gente sabe o esforço que o governo Lula fez para permitir isso".

Haddad ainda abordou o relacionamento com a presidente Dilma Rousseff para criticar o atual prefeito Gilberto Kassab, do PSD, e fez pedido curioso. "Não podemos mais admitir divórcio entre o governo federal e municipal. Isso está insustentável. O morador de São Paulo identifica deficiência na forma de administração e temos a experiência no plano federal, com Lula e Dilma", analisou. "Espero um cheque gordo. A cidade está precisando. São Paulo é um assunto nacional e tenho certeza que nunca irá faltar apoio nacional, como nunca faltou".

PDT nacional contraria esfera local e dá apoio ao petista
Se Paulinho da Força e o PDT local apoiam a candidatura de José Serra, do PSDB, a cúpula nacional do partido foi por outra linha. Nesta quarta, Fernando Haddad recebeu o apoio do PDT nacional, que já faz parte da base aliada do governo Dilma. "Me honrou muito. Estava o vice-presidente nacional do PDT, o ministro (do trabalho e emprego) Brizola Neto, dizendo que por unanimidade a direção nacional do PDT vai apoiar minha candidatura".

"Um relatório do Banco Mundial diz que o Brasil é o País que mais avançou em aumento de escolaridade e que superou o líder, que era a China", disse o petista
"Um relatório do Banco Mundial diz que o Brasil é o País que mais avançou em aumento de escolaridade e que superou o líder, que era a China", disse o petista
Foto: Edson Lopes Jr. / Terra
Fonte: Terra
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