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Freixo vê 2º turno difícil e diz que terá mais votos que Gabeira

17 set 2012
19h52
atualizado às 20h16
Paula Bianchi
Direto do Rio de Janeiro

Apesar de apostar que terá mais votos do que Fernando Gabeira (PV) em 2008, o candidato do PSOL, Marcelo Freixo, teme não chegar ao segundo turno. Com 18% das intenções de voto, segundo a última pesquisa do Instituto Datafolha-RJ, ele está em segundo lugar, atrás do atual prefeito e candidato à reeleição, Eduardo Paes (54%). Rodrigo Maia (DEM) e Otávio Leite aparecem com 4% e 3%, respectivamente.

Entre os problemas apontados pelo candidato, estão a busca de Paes por uma coligação muito grande - ao todo são 19 partidos, o que garante mais de 16 minutos de televisão ao candidato - e a soma total dos votos dos outros candidatos. "Nós teremos mais votos que Gabeira e talvez não tenhamos segundo turno. Se fizermos 30%, podemos repetir a eleição de 1994 quando o Lula fez uma votação muito grande, mas o Fernando Henrique ganhou no primeiro. Se o Eduardo tiver mais votos que todos os candidatos juntos não tem segundo turno."

Para Freixo, Paes está jogando todas as fichas no primeiro turno porque sabe que se a votação passar do dia 7 de outubro o cenário irá mudar. "Essa coligação é extramente antidemocrática. Você cria um latifúndio eleitoral. Por que ele correu pra fazer coligação com o (Marcelo) Crivella (senador e candidato do PRB na eleição anterior)?", questionou. "O segundo turno é muito perigoso para o Eduardo. Vamos ter mais tempo de TV, o debate fica polarizado."

Uma das estratégias de Freixo para garantir o segundo turno é o foco nas zonas norte e oeste do Rio, onde Paes tem uma votação significativa. "Temos uma aceitação muito boa na zona norte e na zona oeste, onde o Eduardo faz a máquina eleitoral funcionar mais forte", disse Freixo. Nesta segunda, ele fez panfletagem na Taquara, em Jacarepaguá, zona oeste, e participou de dois debates na zona norte da cidade. O partido também organiza para sexta-feira um grande comício nos Arcos da Lapa com expectativa de receber ao menos 5 mil pessoas.

No entanto, Freixo acredita em uma virada. "Dependemos do crescimento de outros, de qual vai ser a votação do Eduardo. Nós estamos na reta final", afirmou. "Se cada um conseguir mais um voto teremos segundo turno."Na eleição de 2008, Paes foi para o segundo turno com 31% dos votos e Gabeira com 25%. Crivella ficou em terceiro com 19% do eleitorado.

Para Freixo, Paes está jogando todas as fichas no primeiro turno porque sabe que se a votação passar do dia 7 de outubro o cenário irá mudar
Para Freixo, Paes está jogando todas as fichas no primeiro turno porque sabe que se a votação passar do dia 7 de outubro o cenário irá mudar
Foto: Paula Bianchi / Especial para Terra
Fonte: Especial para Terra
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