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Filha de ex-diretor dos Correios deve prestar depoimento à PF

3 nov 2010 17h57
| atualizado às 18h00
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Claudia Andrade
Direto de Brasília

A filha do coronel Eduardo Artur Rodrigues Silva, Tatiana Blanco, deve ser ouvida nesta quinta-feira (4) pela Polícia Federal sobre o suposto esquema de tráfico de influência na Casa Civil.

O coronel foi diretor de Operações dos Correios, mas pediu demissão do cargo no dia 20 de setembro, após denúncias de que teria ligações com uma empresa de transporte de carga aérea que tem contrato com o órgão estatal.

À época da demissão do coronel, reportagem do jornal O Estado de S.Paulo afirmou que a MTA (Master Top Linhas Aéreas) teria como donos os ex-sogros da filha do coronel, mas eles seriam 'laranjas', já que o comando real estaria nas mãos do argentino Alfonso Conrado Rey.

O jornal apontou ligações de Eduardo Silva com o argentino, viabilizando a empresa no Brasil com recursos externos, driblando a legislação sobre a participação de capital estrangeiro na empresa aérea.

Em sua carta de demissão, o coronel classificou as suspeitas de "absurdas" e disse que o "mal" provocado pelas notícias é "incalculável".

Israel Guerra, filho da ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra, teria intermediado negociações da MTA com órgãos do governo.

Outros depoimentos
A PF também deverá ouvir João Batista Marques de Souza. Ele seria sócio-administrador de uma empresa citada no inquérito que investiga o suposto lobby na Casa Civil, a Synergy Assessoria e Consultoria Empresarial. O depoimento chegou a ser anunciado pela PF como marcado para esta quarta, mas foi agendado para esta quinta.

Reportagem do jornal O Globo aponta a Synergy como empresa fantasma aberta em fevereiro deste ano. João Batista seria primo de Vinícius de Oliveira Castro, assessor da Casa Civil que pediu demissão depois de ver seu nome ligado às denúncias de lobby favorecendo empresas privadas em negócios com o governo federal.

A PF deverá ouvir ainda Adriano da Silva Costa. Ainda segundo a reportagem, ele seria representante da Capital Empreendimentos, empresa usada por Israel Guerra, filho da ex-ministra-chefe da Casa Civil Erenice Guerra, para intermediar negócios na Pasta.

Jornalistas acompanharam entrevista coletiva da presidente eleita Dilma Rousseff
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Foto: Ricardo Stucker / Divulgação
Fonte: Terra
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