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FHC defende "ideias renovadas" e diz que eleitor "não tem dono"

1 nov 2012
08h35
atualizado às 08h39

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) complementou suas próprias declarações de domingo, quando afirmou que sua legenda precisava de "renovação" - discurso criticado, depois, pelo candidato derrotado à prefeitura de São Paulo José Serra (PSDB). "Não quer dizer que os antigos líderes vão desaparecer", comentara o ex-chefe do Executivo nacional, posição que explicou ao jornal O Estado de S. Paulo: há que dar espaço à entrada de jovens no partido, mas pessoas mais novas não são sinônimo de ideias novas. "O importante são ideias, não necessariamente novas, mas renovadas para fazer frente às conjunturas", defendeu o ex-presidente na quarta-feira, ressaltando que o discurso deve ser "convincente".

Serra foi derrotado por Haddad por 55.57% a 44.43%, números próximos aos das pesquisas de intenção de voto divulgadas ao longo da semana
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Foto: Léo Pinheiro / Terra

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FHC admitiu que seu partido "poderia ter sido mais enérgico" na defesa de ideias que hoje acusa o PT de ter se apropriado. Mas o ex-presidente rejeitou a noção de que o PSDB estaria uma legenda "paulista", concentrada mais no Estado que em outros locais do País. Ele relacionou esta visão à noção de que o partido "defende os ricos" e imputou os dois discursos aos adversários políticos, destacando os governos estaduais tucanos e as vitórias de 2012 em municípios das regiões Norte e Nordeste. FHC acrescentou que, nas eleições deste ano, o eleitor provou que não tem "dono", rejeitando os afilhados políticos de Lula em Manaus, Recife e Campinas, exemplificou, e derrotando tucanos em São Paulo. "O eleitorado reage às mensagens e aos candidatos que lhe são propostos, dando pouca atenção aos padrinhos - e mesmo aos partidos", disse.

Fonte: Terra
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