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Dilma terá mais facilidade para governar, afirma cientista político

1 nov 2010 11h56
| atualizado às 13h02
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Com maioria no Congresso Nacional, a presidente eleita Dilma Rousseff (PT) terá "mais facilidade para governar", afirma o professor do Instituto de Ciências Políticas da Universidade de Brasília, David Fleischer. "A oposição dessa forma será menos radical".

Para aprovar uma mudança constitucional, por exemplo, Dilma precisará de três quintos dos votos, em cada Casa. Com a formação resultante das eleições deste ano, a presidente eleita terá o apoio de 60% dos parlamentares do Congresso - percentual previsto para sua base aliada. O especialista afirma que a petista terá que, no entanto, "costurar sua coalizão, porque terá no seu governo mais parceiros para dividir o bolo".

O crescimento do PSB e o fortalecimento do PMDB, por ser o partido do futuro vice-presidente da República, Michel Temer, são questões que "terão que ser administradas no próximo governo", na avaliação do cientista político. "Eles vão querer uma fatia maior do bolo e isso vai demandar negociações, por isso, ela, Dilma Rousseff terá que gerenciar bem essa questão".

De acordo com o professor, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva "conseguiu enfraquecer a oposição" nas eleições deste ano, com a derrota de importantes figuras políticas como Tasso Jereissati (PSDB), Arthur Virgílio (PSDB), Heráclito Fortes (DEM) e Marco Maciel (DEM).

A nova situação partidária da oposição, de acordo com David Fleischer, poderá motivar a fusão do PSDB com o DEM ou a criação de legenda.

Dilma tem o mesmo nome da mãe, uma moça mineira que se casou com um búlgaro chamado Pétar Russév
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Foto: Arquivo Pessoal / Divulgação
Agência Brasil Agência Brasil
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