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Dilma afirma que não haverá "saco de maldade" na economia

2 nov 2010 20h55
| atualizado às 21h22
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Em entrevista ao SBT Brasil, telejornal do SBT, na noite desta terça-feira (2), a presidente eleita Dilma Rousseff afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não irá tomar medidas na economia apenas para proteger seu futuro mandato. Questionada pelo apresentador Carlos Nascimento se iria querer que Lula tomasse medidas prévias e "duras", para o ajuste da economia, a fim de "facilitar" as coisas em seu começo de governo - nas palavras do apresentador -, Dilma respondeu que só iria querer "coisas que sejam necessárias" e que Lula não fará nenhum "saco de maldade".

"É necessário que a gente avalie a situação para tomar medidas. Não acredito que o presidente vá tomar medidas duras. O presidente vai fazer aquilo que tem que fazer. Não tem menor sentido fazer um saco de maldade quando a situação não exige. O que eu acho que pode ter modificações agora porque temos que votar orçamento. Tendo que votar orçamento, tem que fazer ajustes, tanto porque tem discussão no congresso e tem a virada do ano", afirmou.

Reportagem divulgada no jornal Folha de S. Paulo desta terça-feira, afirma que Lula deve antecipar corte de gastos e medidas de ajuste fiscal para poupar Dilma em seu início de gestão.

Durante a entrevista, a petista também afirmou que pretende manter como prioridade em seu governo saúde e segurança pública. "Nós temos hoje uma situação bastante desequilibrada. Você tem o hospital em uma ponta e a Unidade Básica de Saúde em outro. E, por isso, todas as pessoas se dirigem aos hospitais, para qualquer assunto, é um problema serissimo. E não há leitos suficientes em UTI. A situação da saúde ninguém resolve em passe de mágica", disse Dilma, que prometeu completar a rede do SUS, criar Unidades de Pronto Atendimento 24h e Policlinas especializadas.

Sobre o número de ministérios no governo, Dilma afirmou que ainda não começou a montar, e que hoje só foi constituída a Comissão de Transição. "Em 2002, eu participei do processo de transição e agora vou exigir capacidade técnica, liderança política e o fato de que a pessoa tenha um desempenho compatível. Mas, tenderá a ficar no mesmo número de ministérios. Pretendo criar um Ministério das Micros, Pequenas e Submédias Empresas e fazer a junção de alguns". A presidente eleita ainda disse que o importante é que se persiga a estabilidade. "Eu irei assegurar a questão da estabilidade econômica".

Questionada sobre o processo de formação do governo, Dilma não quis responder. "Não é certo sair divulgando. O meu processo é esse. Farei cuidadosamente a escolha da minha equipe e vou divulgar aos poucos".

Fonte: Terra
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