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Debate de vices vira sessão de críticas à gestão 'Serra/Kassab'

16 jul 2012
17h49
atualizado às 18h54

Os candidatos a vice-prefeito de São Paulo voltaram o foco de suas críticas para as gestões do candidato José Serra (PSDB), eleito prefeito da capital paulista em 2004, e Gilberto Kassab (PSD), que atualmente governa a cidade, no debate realizado Record News nesta segunda-feira. Apesar das discordâncias em relação a alguns temas, os candidatos presentes ao debate - Joaquim Grava (PDT), vice de Paulinho da Força, Nádia Campeão (PCdoB), vice de Fernando Haddad (PT), Lucas Albano (PMN), vice de Soninha Francine (PPS), Luiz Eduardo (PRTB), vice de Levy Fidelix e Edmilson Costa (PCB), vice de Carlos Giannazi (Psol) - fizeram críticas conjuntas, tanto em suas perguntas como nas respostas, às duas gestões.

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Os vices de Gabriel Chalita (PMDB), Marianne Pinotti (PMDB), de José Serra (PSDB), Alexandre Schneider (PSD) e de Celso Russomanno (PRB), Luiz Flavio D'Urso (PTB), não compareceram ao debate. Segundo a emissora, apenas D'urso, com problemas de saúde, justificou sua ausência. Procuradas, as assessorias de Pinotti e Schneider afirmaram que ambos não compareceram ao debate por problemas de agenda.

Nádia Campeão logo de início, em sua primeira pergunta, criticou a situação da cidade. "Você acha que chegou a hora de mudar a situação (de São Paulo) ou podemos continuar vivendo com esse grau de problemas na cidade?", questionou a comunista ao candidato Luiz Eduardo.

Joaquim Grava também criticou a gestão Serra/Kassab, e afirmou que o sistema municipal de saúde está "falido" e a situação "estagnada" na capital paulista. O candidato foi endossado por Lucas Albano e também por Edmilson Costa, que afirmou que a saúde em São Paulo vem sendo sucateada para favorecer empresas privadas de saúde. Nádia Campeão também reforçou as críticas, e disse que as duas últimas gestões não entregaram três hospitais que haviam prometido.

Focada em criticar Serra e Kassab, a candidata do PCdoB afirmou ainda que os dois não resolveram em suas gestões os problemas de moradias precárias na capital paulista, e também que, nos últimos oito anos, deu-se início a um processo de reversão da descentralização da cidade, e de esvaziamento das subprefeituras

Aliança questionada
Além de atacar Serra, a vice de Fernando Haddad também foi alvo de críticas por parte de Lucas Albano e Edmilson Costa, que questionaram a comunista por participar da coligação feita pelo PT, que engloba também o PP, do deputado federal Paulo Maluf, na mesma chapa. Além das críticas, Albano afirmou a Nádia que a participação dela em uma aliança "dura de engolir" era algo que o surpreendia. Segundo o vice de Soninha Francine, "(Lula e Maluf) eram duas pessoas que se digladiavam e hoje se abraçam", e, por isso, a aliança é falsa.

A candidata do PCdoB rebateu as críticas, e afirmou que a aliança foi feita por conta do desafio de se governar uma cidade com as proporções como as de São Paulo, e que é necessário juntar forças para vencer as eleições e também governar a capital paulista. Nádia classificou como incorreta a personificação dos partidos que compõem a chapa petista e disse que o PP, assim como os demais partidos da base de apoio a Haddad, são aliados também na esfera federal, no apoio a presidente Dilma Rousseff.

Fonte: Terra

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