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Com discurso relâmpago de Caetano, comício de Freixo é encurtado

21 set 2012
21h46
atualizado às 22h24

Cirilo Junior
Direto do Rio de Janeiro

A forte chuva que caiu durante a noite desta sexta-feira abreviou o comício do candidato à prefeitura do Rio de Janeiro Marcelo Freixo (Psol), nos Arcos da Lapa, no centro do Rio. O evento durou pouco mais de uma hora. A previsão era que levasse, ao menos, o dobro do tempo. Candidatos a vereador pelo partido abriram mão de discursar para não alongar o evento, e até mesmo o cantor Caetano Veloso, que apoia Freixo, falou por apenas 1 minuto.

Militantes e apoiadores da campanha de Marcelo Freixo (Psol) compareceram ao comício, realizado na Lapa, mesmo com a chuva
Militantes e apoiadores da campanha de Marcelo Freixo (Psol) compareceram ao comício, realizado na Lapa, mesmo com a chuva
Foto: Daniel Ramalho / Terra

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"A candidatura de Freixo representa a dignificação da vida política brasileira. É um orgulho votar no mesmo candidato que vocês vão votar", afirmou Caetano com breves palavras à plateia, formada, em sua maioria por jovens.

Antes do cantor, apenas os caciques do partido presentes ao comício, e o vice na chapa de Freixo, Marcelo Yuka, falaram. Yuka não economizou no discurso para criticar o governador Sérgio Cabral (PMDB) e o prefeito candidato à reeleição, Eduardo Paes (PMDB). Exaltou o público presente, que segundo ele, "não quis ver seu destino passar na televisão", e decidiu ir às ruas. O ex-baterista do Rappa disse que os eleitores de sua chapa têm "vergonha na cara".

"O governador está com a 'p...' do rabo preso com uma porrada de empreiteiras", declarou, ao atacar Cabral.

Yuka apelou para que a eleição seja levada para o 2º Turno, no qual, segundo ele, Paes terá que debater "de igual para igual" com Freixo.

"No 2º Turno, o 'Eduardinho' vai ter que sentar ao lado do Freixo para conversar de igual para igual, com mesmo tempo de TV e debate direto, Vai ficar ruim para ele. Todo o dinheiro do Eike Batista não vai adiantar de porra nenhuma", observou.

Presidente regional do Psol e deputada estadual, Janira Rocha foi responsável pelo momento constrangedor da noite. Ao exaltar o apoio de segmentos do PT e PDT à candidatura Freixo, agradeceu também aos que votaram na ex-senadora Marina Silva (sem partido) na campanha presidencial, e que estão com Freixo. O público respondeu com vaias assim que o nome de Marina foi mencionado.

Uma bandeira do PT foi levada ao palco por Sebastian Archer, que disse ser filiado ao partido, mas integra um movimento dissidente de apoio a Freixo. Segundo ele, 200 petistas, entre filiados e simpatizantes, apoiam o Psol na candidatura à prefeitura. O PT está coligado com Eduardo Paes.

Questionado sobre a presença da bandeira petista, Archer afirmou não ver problema, e acrescentou que o partido não pode censurá-lo.

"A decisão sobre o apoio ao Paes não foi democrática. Colocaram delegados biônicos para aprovar", criticou.

Discursaram também o deputado federal Ivan Valente (Psol-SP) e o senador Randolfe Rodrigues (Psol-AP). Valente ressaltou que a candidatura Freixo "arrastou os jovens de novo às ruas". Já Randolfe lembrou do início da Primavera, a partir de amanhã, e fez analogia ao movimento "Primavera Carioca¿", batizado por adeptos de Freixo como a revolução que eles acreditam que acontecerá nas urnas.

O deputado federal Chico Alencar (Psol-RJ) não compareceu, por recomendações médicas. Ele fará uma cirurgia para desobstruir artérias, e foi vetado por seus médicos. Ele enviou uma carta, lida por sua filha, Nina Alencar.

"O coração impede minha presença, mas está com todos. As artérias obstruídas impõem repouso e cirurgia", justificou.

Fonte: Terra
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